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2017/10/25

A banca ou a vida

Os desmandos da banca privada custaram, desde 2008, quase 15 mil milhões de euros públicos. Este valor permitiria pagar 500 equipas de sapadores florestais durante 700 anos.
Ver em: abrilabril

2016/07/24

Não são os bancos

Não são os bancos, são os negócios financeiros que excitam as discussões.

Um capitalismo cada vez menos empreendedor e mais jogador, domina o mundo económico. A defesa da produção e do emprego, para o capitalista típico nunca foi senão a valorização financeira do investimento e a mobilização da força de trabalho necessária àquele objectivo. E o seu investimento nunca foi um acto social mas sim uma operação financeira destinada a multiplicar-se indefinidamente com ostentação e desprezo pela economia, pelo país e pelas pessoas.

É a “crença natural do bicho”, como se diz em tauromaquia.

Para estes toureiros da moeda, qualquer crise financeira própria ou geral só trás mais picante à sua aventura. Qualquer crise social decorrente das políticas que os servem, é uma oportunidade para reforçar o seu exército de corruptos mais ou menos activos, mais ou menos excitados.

2016/02/29

Pós e contas

Por causa da poeira que se tem levantado no domínio financeiro, e das contas aos prejuízos que estamos condenados a pagar para salvar o sistema, a RTP promove hoje uma discussão sobre o tema, no programa da Fátima Campos Ferreira.
De um lado estará o Tiroliroliro e, do outro, o Tiroliroló, sendo provável que se juntem depois à esquina a tocar a concertina e a dançar… o forrobó, se o critério de escolha dos convidados for tão coerente como aquele em que se discutiu a “Vida Difícil nas Escolas”, sem a participação de representantes sindicais dos professores. Afinal, como explicou o Director de Informação de então, «não temos que convidar toda a gente»!!!

Entretanto, no intuito de que a manipulação da discussão possa ser minorada, registo a seguir algumas notas que nos ajudem a perceber do que estarão a falar - passe a presunção!

NOTAS

A Banca tem um papel central e fundamental no funcionamento do sistema capitalista.

Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, diz-se que os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.

Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.

UNIÃO BANCÁRIA

Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização (co-responsabilização) da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).

SUPERVISÃO 

O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão 128 bancos. A nova autoridade da UE denominada de Conselho Único de Resolução, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades. 

MEDIDAS

As medidas de resolução (i.e. saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua atividade de forma autónoma.  Contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as actividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para esse banco.


Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.

O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.

FUNDO DE RESOLUÇÃO

O Fundo de Resolução é uma "pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objecto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal".

O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.

2016/01/30

A dona Banca

A Banca tem um papel central e fundamental no funcionamento do sistema capitalista.

Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.

Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.

UNIÃO BANCÁRIA

Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).

SUPERVISÃO

O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão, 128 bancos.

A nova autoridade da UE denominada Conselho Único de Resolução, de acordo com o “mecanismo de resolução” europeu, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades.

MEDIDAS

As medidas de "resolução" (i.e. de saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua actividade de forma autónoma, e contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as atividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para este banco.

Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.

O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.

FUNDO DE RESOLUÇÃO

O Fundo de Resolução é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objeto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal.

O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.

2014/12/16

O capitalismo é generoso


Das notícias:

Sobre a “prenda” de 14 milhões de euros dada pelo construtor José Guilherme a Ricardo Salgado, Manuel Fernando Espírito Santo disse na Comissão de Inquérito que não achava normal.

Manuel Fernando admitiu que foi decidido dar aos membros do Conselho Superior uma retribuição especial, “a título dos ganhos obtidos nos contratos dos submarinos” (...) O gestor diz que o dinheiro (um milhão de euros para cada ramo da família) foi pago em 2004 ou 2005 por uma empresa ligada à Escom para uma sociedade sua na Suíça.