Plano
Governante abre um concurso (para a construção de uma ponte, p.e.).
Construtora oferece “boas condições” para ganhar o concurso.
Banqueiro oferece “boas condições” para financiar a Construtora.
Execução
Banqueiro vende um produto a Construtora, por 10MM
Construtora vende o mesmo produto a Deputado*, por 15 MM
Deputado vende o mesmo produto a cúmplice(s) políticos(s), por 20MM
Este(s) vende(m) o mesmo produto ao Banqueiro, por 25 MM
Conclusão
Construtora, Deputado e Cúmplices ganham 5 MM cada um (corrupção legal)
Banqueiro “perde” 15 MM (25-10) para ir buscar muito mais através do empréstimo para financiamento do projecto!
Nota
O projecto, necessário ou discutível, tanto pode nascer na cabeça do governante (exemplo dado) como pode ser-lhe “sugerido” por algum dos intervenientes acima referidos.
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2020/07/18
2016/07/24
Não são os bancos
Não são os bancos, são os negócios financeiros que excitam as discussões.
Um capitalismo cada vez menos empreendedor e mais jogador, domina o mundo económico. A defesa da produção e do emprego, para o capitalista típico nunca foi senão a valorização financeira do investimento e a mobilização da força de trabalho necessária àquele objectivo. E o seu investimento nunca foi um acto social mas sim uma operação financeira destinada a multiplicar-se indefinidamente com ostentação e desprezo pela economia, pelo país e pelas pessoas.
É a “crença natural do bicho”, como se diz em tauromaquia.
Para estes toureiros da moeda, qualquer crise financeira própria ou geral só trás mais picante à sua aventura. Qualquer crise social decorrente das políticas que os servem, é uma oportunidade para reforçar o seu exército de corruptos mais ou menos activos, mais ou menos excitados.
Um capitalismo cada vez menos empreendedor e mais jogador, domina o mundo económico. A defesa da produção e do emprego, para o capitalista típico nunca foi senão a valorização financeira do investimento e a mobilização da força de trabalho necessária àquele objectivo. E o seu investimento nunca foi um acto social mas sim uma operação financeira destinada a multiplicar-se indefinidamente com ostentação e desprezo pela economia, pelo país e pelas pessoas.
É a “crença natural do bicho”, como se diz em tauromaquia.
Para estes toureiros da moeda, qualquer crise financeira própria ou geral só trás mais picante à sua aventura. Qualquer crise social decorrente das políticas que os servem, é uma oportunidade para reforçar o seu exército de corruptos mais ou menos activos, mais ou menos excitados.
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2016/06/19
Finanças explicado às crianças
Milhares de pessoas confiaram as suas poupanças ao banco do Estado, a Caixa Geral de Depósitos, com a garantia de que o dinheiro estaria seguro e que aquelas pessoas iriam receber mais tarde o dinheiro emprestado e ainda os juros desses empréstimos.
O que o banco do Estado fez com esse dinheiro, foi emprestá-lo mais caro para ganhar dinheiro e para apoiar projectos de investimento. Melhor: isto é o que se esperava que a Caixa fizesse, no interesse da economia portuguesa e da criação de empregos.
Mas o que aconteceu foi que os administradores da Caixa pegaram nesse dinheiro e emprestaram-no ao maior banco privado, o BCP, e outras grandes empresas, sem exigir sequer as garantias “obrigatórias” de pagamento nem avaliar correctamente o risco de incumprimento pela parte delas.
Durante a gestão de Armando Vara e Carlos Santos Ferreira, só nove destes “clientes” da Caixa levaram 2.300M€ (dois mil e trezentos milhões de euros)!
Há quem pergunte, a este respeito, que tipo de méritos teve Armando Vara que expliquem a sua nomeação inusitada para vice-presidente da CGD, ele que até aí se limitava a gerir um balcão da Caixa de Trás-os-Montes. Também há quem pergunte porque é que os administradores da Caixa Geral de Depósitos, depois de terem financiado o BCP, sairam da Caixa para este banco. Há quem pergunte tantas coisas…
Das notícias
Entre Janeiro e Junho de 2007, a CGD financiou accionistas do BCP para adquirirem acções do seu próprio banco!
Em Julho de 2012, “a CGD disponibilizou 1,55 mil milhões de euros para apoiar a capitalização de empresas”.
Durante o Governo de Passos Coelho e da troika, foram injectados na CGD 1.650M€ sem que os auditores da CGD nem o Banco de Portugal avaliassem a situação dos empréstimos.
E agora
A Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD, agora requerida pelo PSD, irá certamente querer apurar as responsabilidades de tais procedimentos por parte dos administradores da Caixa, tanto mais que há suspeitas de motivações pessoais por trás daquelas decisões ruinosas.
Quanto às contradições que estarão presentes nesta comissão, elas evitarão que se apurem responsabilidades políticas e criminais, decerto, mas não deixam de ser uma oportunidade – involuntariamente criada pelos promotores – para a denúncia dos jogos financeiros e do sistema que os suporta e incentiva.
(Ver + em “ADENDAS”)
O que o banco do Estado fez com esse dinheiro, foi emprestá-lo mais caro para ganhar dinheiro e para apoiar projectos de investimento. Melhor: isto é o que se esperava que a Caixa fizesse, no interesse da economia portuguesa e da criação de empregos.
Mas o que aconteceu foi que os administradores da Caixa pegaram nesse dinheiro e emprestaram-no ao maior banco privado, o BCP, e outras grandes empresas, sem exigir sequer as garantias “obrigatórias” de pagamento nem avaliar correctamente o risco de incumprimento pela parte delas.
Durante a gestão de Armando Vara e Carlos Santos Ferreira, só nove destes “clientes” da Caixa levaram 2.300M€ (dois mil e trezentos milhões de euros)!
Há quem pergunte, a este respeito, que tipo de méritos teve Armando Vara que expliquem a sua nomeação inusitada para vice-presidente da CGD, ele que até aí se limitava a gerir um balcão da Caixa de Trás-os-Montes. Também há quem pergunte porque é que os administradores da Caixa Geral de Depósitos, depois de terem financiado o BCP, sairam da Caixa para este banco. Há quem pergunte tantas coisas…
Das notícias
Entre Janeiro e Junho de 2007, a CGD financiou accionistas do BCP para adquirirem acções do seu próprio banco!
Em Julho de 2012, “a CGD disponibilizou 1,55 mil milhões de euros para apoiar a capitalização de empresas”.
Durante o Governo de Passos Coelho e da troika, foram injectados na CGD 1.650M€ sem que os auditores da CGD nem o Banco de Portugal avaliassem a situação dos empréstimos.
E agora
A Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD, agora requerida pelo PSD, irá certamente querer apurar as responsabilidades de tais procedimentos por parte dos administradores da Caixa, tanto mais que há suspeitas de motivações pessoais por trás daquelas decisões ruinosas.
Quanto às contradições que estarão presentes nesta comissão, elas evitarão que se apurem responsabilidades políticas e criminais, decerto, mas não deixam de ser uma oportunidade – involuntariamente criada pelos promotores – para a denúncia dos jogos financeiros e do sistema que os suporta e incentiva.
(Ver + em “ADENDAS”)
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2016/02/29
Pós e contas
Por causa da poeira que se tem levantado no domínio financeiro, e das contas aos prejuízos que estamos condenados a pagar para salvar o sistema, a RTP promove hoje uma discussão sobre o tema, no programa da Fátima Campos Ferreira.
De um lado estará o Tiroliroliro e, do outro, o Tiroliroló, sendo provável que se juntem depois à esquina a tocar a concertina e a dançar… o forrobó, se o critério de escolha dos convidados for tão coerente como aquele em que se discutiu a “Vida Difícil nas Escolas”, sem a participação de representantes sindicais dos professores. Afinal, como explicou o Director de Informação de então, «não temos que convidar toda a gente»!!!
Entretanto, no intuito de que a manipulação da discussão possa ser minorada, registo a seguir algumas notas que nos ajudem a perceber do que estarão a falar - passe a presunção!
NOTAS
A Banca tem um papel central e fundamental no funcionamento do sistema capitalista.
Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, diz-se que os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.
Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.
UNIÃO BANCÁRIA
Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização (co-responsabilização) da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).
SUPERVISÃO
O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão 128 bancos. A nova autoridade da UE denominada de Conselho Único de Resolução, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades.
MEDIDAS
As medidas de resolução (i.e. saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua atividade de forma autónoma. Contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as actividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para esse banco.
Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.
O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.
FUNDO DE RESOLUÇÃO
O Fundo de Resolução é uma "pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objecto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal".
O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.
De um lado estará o Tiroliroliro e, do outro, o Tiroliroló, sendo provável que se juntem depois à esquina a tocar a concertina e a dançar… o forrobó, se o critério de escolha dos convidados for tão coerente como aquele em que se discutiu a “Vida Difícil nas Escolas”, sem a participação de representantes sindicais dos professores. Afinal, como explicou o Director de Informação de então, «não temos que convidar toda a gente»!!!
Entretanto, no intuito de que a manipulação da discussão possa ser minorada, registo a seguir algumas notas que nos ajudem a perceber do que estarão a falar - passe a presunção!
NOTAS
A Banca tem um papel central e fundamental no funcionamento do sistema capitalista.
Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, diz-se que os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.
Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.
UNIÃO BANCÁRIA
Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização (co-responsabilização) da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).
SUPERVISÃO
O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão 128 bancos. A nova autoridade da UE denominada de Conselho Único de Resolução, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades.
MEDIDAS
As medidas de resolução (i.e. saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua atividade de forma autónoma. Contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as actividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para esse banco.
Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.
O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.
FUNDO DE RESOLUÇÃO
O Fundo de Resolução é uma "pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objecto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal".
O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.
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2016/02/04
Banco a banco enchem o papo
BPN
Crise interna que vem de antes da crise financeira
de 2008.
Tem na génese fraudes e irregularidades. Sofreu uma queda acentuada de depósitos.
Solução: foi incorporado na Caixa Geral de Depósitos (nacionalização)
e depois vendido ao BIC angolano, por 40 milhões de euros. No entanto, os novos accionistas não desembolsaram capital para realizar a
compra!
O Estado assume os custos com a eventual cessação dos vínculos laborais dos trabalhadores.
A factura total para os contribuintes pode chegar a 5,2 mil milhões de euros.
BPP
O banco tinha feito investimentos arriscados.
Em Dezº de 2008 o Governo deixa o banco à sua sorte e cria um fundo de 450 milhões de euros para reaver (?) parte dos investimentos
perdidos por clientes.
Nesse ano de 2008, os três principais administradores - João
Rendeiro, Paulo Guichard e Fezas Vital -, receberam 6,4 milhões de euros. Só João Rendeiro (na foto), antigo presidente do conselho de administração, arrecadou 2,8
milhões. João Rendeiro acumulava dívidas fiscais relativas ao seu salário à frente do banco, num valor que ronda os três milhões de euros que viria a pagar.
Seriam todos absolvidos no julgamento de 2015.
Em Abril de 2010, verificada a inviabilidade dos esforços de recapitalização e recuperação, o
banco é dado como insolvente pelo Banco de Portugal – situação sem precedentes.
O Estado é credor de 450 milhões da massa falida mas a Comissão Europeia ordenou que Portugal recuperasse apenas o montante referente à ajuda que foi prestada em 2010 – que o BPP diz ser de 23 milhões.
BES
O BES e o GES foram máquinas de absorção de dinheiro sem actividade
Financiou muitas empresas importantes e clubes de futebol. Recusava a recapitalização pública. Medida de resolução aplicada pelo Banco de Portugal. Prejuízos futuros dependem do valor da venda do banco.
A factura foi paga pelos accionistas que pagaram tudo depois…
Está ainda a tentar-se vender o Novo Banco. A Comissão Europeia concedeu uma extensão do prazo limite para a venda da instituição além de Agosto de 2016. Não é revelado o novo prazo, mas essas extensões podem ser concedidas por períodos de um ano. Ainda assim, Bruxelas é explícita ao dizer que não revela o prazo, para "proteger a eficácia do processo de venda"
«Nos casos excepcionais, como o presente, em que o Estado seja chamado a prestar apoio financeiro temporário ao Fundo de Resolução, esse apoio será posteriormente reembolsado (e remunerado através do pagamento de juros) pelo Fundo» - "esclarece" o Banco de Portugal.
BANIF
BANIF
Em 2012 o Estado
injecta 1100 milhões de euros.
Exigia-se um plano de viabilização em 3 anos mas a União Europeia não avalizou nenhuma das 6 ou 8 propostas de plano apresentadas pelo banco e pelo governo.
«Na realidade, a tramoia já vem de longe e foi só por razões políticas que a questão do Banif foi escondida, nos termos de um acordo ou de uma concessão do Governador do Banco de Portugal às conveniências eleitorais de Passos Coelho», segundo Francisco Louçã.
Exigia-se um plano de viabilização em 3 anos mas a União Europeia não avalizou nenhuma das 6 ou 8 propostas de plano apresentadas pelo banco e pelo governo.
«Na realidade, a tramoia já vem de longe e foi só por razões políticas que a questão do Banif foi escondida, nos termos de um acordo ou de uma concessão do Governador do Banco de Portugal às conveniências eleitorais de Passos Coelho», segundo Francisco Louçã.
Em Dezembro de 2014,
a Comissão Europeia propôs ao anterior Governo uma solução para o Banif, que permitiria, em seu entender,resolver rapidamente o problema do banco, com os activos “tóxicos” a serem colocados num veículo especial e o negócio saudável a ser vendido de forma gradual, até ao final de 2017 - segundo o Diário Económico.
O caso Banif vai custar aos contribuintes pelo menos mais 2.200 milhões de euros. Há quem diga que a proposta de Bruxelas implicaria uma resolução mas que "poderia" ter custos inferiores.
O caso Banif vai custar aos contribuintes pelo menos mais 2.200 milhões de euros. Há quem diga que a proposta de Bruxelas implicaria uma resolução mas que "poderia" ter custos inferiores.
2016/01/30
A dona Banca
A Banca tem um papel central e fundamental no funcionamento do sistema capitalista.
Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.
Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.
UNIÃO BANCÁRIA
Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).
SUPERVISÃO
O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão, 128 bancos.
A nova autoridade da UE denominada Conselho Único de Resolução, de acordo com o “mecanismo de resolução” europeu, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades.
MEDIDAS
As medidas de "resolução" (i.e. de saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua actividade de forma autónoma, e contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as atividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para este banco.
Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.
O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.
FUNDO DE RESOLUÇÃO
O Fundo de Resolução é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objeto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal.
O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.
Apesar de todos os esforços feitos desde a crise financeira de 2008/2009 para sanear o sector bancário, dos activos tóxicos acumulados durante os anos de expansão, e apesar do reforço que se tem feito ou anunciado desde então, no âmbito da regulação financeira, os bancos continuam a ser o grande problema que afecta o crescimento económico na zona euro.
Por outro lado, a recente crise bancária mostrou que os bancos não são capazes de suportar as suas perdas e que, em tais condições, os Estados acabam por ter que pagar os prejuízos – quem diz os Estados, diz os contribuintes.
UNIÃO BANCÁRIA
Para evitar ou limitar, no futuro, o contágio entre as crises bancárias e o aumento das dívidas públicas provocadas para os salvar, foi concebido um mecanismo de mutualização da dívida que se designou por União Bancária. (A partir daqui, o Banco de Portugal, no nosso caso, passa a ser um mero executante das directivas da União Bancária).
SUPERVISÃO
O primeiro pilar da União Bancária é o mecanismo único de supervisão bancária, que dá ao Banco Central Europeu (BCE) a responsabilidade de monitorizar os maiores bancos da zona euro e identificar os que estão em dificuldades. Atualmente encontram-se sob supervisão, 128 bancos.
A nova autoridade da UE denominada Conselho Único de Resolução, de acordo com o “mecanismo de resolução” europeu, pode decidir rapidamente o que fazer com os maiores bancos da zona euro que estejam em dificuldades.
MEDIDAS
As medidas de "resolução" (i.e. de saneamento) aplicam-se quando já não existem condições para que determinada instituição continue a exercer a sua actividade de forma autónoma, e contemplam, essencialmente, dois tipos de medidas concretas:
1) A alienação de património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras para uma ou mais instituições autorizadas a desenvolver as atividades em causa;
2) A constituição de um banco de transição e a transferência, parcial ou total, do património da instituição que se encontre em dificuldades financeiras, para este banco.
Para assegurar que a factura das falências deixe de ser paga pelos contribuintes (pelos estados), estabelece-se o princípio de que as entidades chamadas a responder pela falência dos bancos são, agora, os accionistas e credores séniores, seguidos dos credores juniores e dos depositantes de valores acima de cem mil euros.
O Parlamento Europeu já tinha imposto limites aos prémios dos banqueiros e exigido requisitos de capital de boa qualidade aos bancos, para poderem lidar de melhor forma com as potenciais perdas.
FUNDO DE RESOLUÇÃO
O Fundo de Resolução é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira, que tem por objeto principal apoiar o financiamento da aplicação de medidas saneamento financeiro que sejam determinadas pelo Banco de Portugal.
O Fundo é gerido por uma comissão directiva composta por três membros, sendo o presidente um elemento do conselho de administração do Banco de Portugal, por este designado, um segundo membro é designado pelo membro do governo responsável pela área das finanças e o terceiro membro é designado por acordo entre o Banco de Portugal e o membro do governo responsável pela área das finanças.
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2014/08/04
2014/07/26
A importância de ser salgado
Muito antes da palavra ser título nas capas dos jornais portugueses, como hoje acontece, já figurava obsessivamente no livro dos livros. Salgado, significa na Bíblia, além daquilo que dá sabor, também aquilo que preserva da corrupção, assunto caro à para a religião(*).
Além do sal estar na origem de “salário”, ganha também uma enorme importância na economia e na finança. Como metáfora.
O cloreto de sódio a que chamamos sal, tem realmente a divina propriedade de evitar a degradação dos produtos, mas é também sabido que pode perder esta sua qualidade se for misturado com elementos impuros e estranhos. Isso explica muita coisa.
Quanto ao resto, esperemos que expliquem os jornais. E os tribunais.
NOTA
(*) Veja-se em Jó 6:6, em Is 30:24, em Lv 2:13, e Ez 43:24, mas também no Novo Testamento em Mateus 5:13: “Vós sois o sal da terra", etc.
Além do sal estar na origem de “salário”, ganha também uma enorme importância na economia e na finança. Como metáfora.
O cloreto de sódio a que chamamos sal, tem realmente a divina propriedade de evitar a degradação dos produtos, mas é também sabido que pode perder esta sua qualidade se for misturado com elementos impuros e estranhos. Isso explica muita coisa.
Quanto ao resto, esperemos que expliquem os jornais. E os tribunais.
NOTA
(*) Veja-se em Jó 6:6, em Is 30:24, em Lv 2:13, e Ez 43:24, mas também no Novo Testamento em Mateus 5:13: “Vós sois o sal da terra", etc.
2014/07/13
Vícios privados, prejuízos públicos
Não há bancos verdadeiramente privados quando a economia de um país depende deles. Menos ainda quando eles dependem da economia do país e da protecção do Estado. Muito menos quando coincidem as duas coisas como acontece… em toda a parte.
A Banca e as grandes empresas a que está associada, fazem parte do tecido económico-financeiro de um país, lá onde se entrelaçam os seus objectivos com os objectivos da política nacional e internacional. A “dívida externa” que conta para a avaliação de um país, é a dívida pública (do Estado) mas também a dívida privada (das empresas).
O mesmo acontece com a actividade económica e a vida social – os impostos e a sua incidência no investimento e no consumo, os preços e os salários e a incidência de ambos na inflação, os juros dos empréstimos e a sua incidência na construção e na indústria, etc., etc., etc.
Em suma, se a riqueza de um país é apropriada por uma elite poderosa, já a produção dessa riqueza é colectiva, de toda a sociedade.
O que fazem os ideólogos da exploração e da desigualdade, é atribuir a riqueza produzida, não aos produtores (aqueles que produzem, os trabalhadores) mas sim aos proprietários dos meios de produção. Mesmo que esta propriedade resulte, ela própria, da canalização para aquela elite, através da banca, das mais-valias produzidas nas empresas pelos trabalhadores, e das poupanças pessoais.
É indisfarçável, enfim, o embuste daqueles que dizem que a criação de riqueza é fruto da iniciativa individual dos investidores. A criação de riqueza e toda actividade económica assenta numa base social, tem um carácter social. A necessidade do investimento capitalista existe, isso sim, como critério imposto à sociedade pelo sistema capitalista.
Enfim, o papel do capitalismo não é produzir riqueza mas sim apropriar-se da riqueza produzida pela sociedade, para entregá-la a uma elite de privilegiados.
Um banco que tem vivido acima das suas possibilidades
A Banca e as grandes empresas a que está associada, fazem parte do tecido económico-financeiro de um país, lá onde se entrelaçam os seus objectivos com os objectivos da política nacional e internacional. A “dívida externa” que conta para a avaliação de um país, é a dívida pública (do Estado) mas também a dívida privada (das empresas).
O mesmo acontece com a actividade económica e a vida social – os impostos e a sua incidência no investimento e no consumo, os preços e os salários e a incidência de ambos na inflação, os juros dos empréstimos e a sua incidência na construção e na indústria, etc., etc., etc.
Em suma, se a riqueza de um país é apropriada por uma elite poderosa, já a produção dessa riqueza é colectiva, de toda a sociedade.
O que fazem os ideólogos da exploração e da desigualdade, é atribuir a riqueza produzida, não aos produtores (aqueles que produzem, os trabalhadores) mas sim aos proprietários dos meios de produção. Mesmo que esta propriedade resulte, ela própria, da canalização para aquela elite, através da banca, das mais-valias produzidas nas empresas pelos trabalhadores, e das poupanças pessoais.
É indisfarçável, enfim, o embuste daqueles que dizem que a criação de riqueza é fruto da iniciativa individual dos investidores. A criação de riqueza e toda actividade económica assenta numa base social, tem um carácter social. A necessidade do investimento capitalista existe, isso sim, como critério imposto à sociedade pelo sistema capitalista.
Enfim, o papel do capitalismo não é produzir riqueza mas sim apropriar-se da riqueza produzida pela sociedade, para entregá-la a uma elite de privilegiados.
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2013/10/27
Não há dinheiro
Rendeiro, Guichard e Fezas Vital (…) na sua qualidade de administradores do BPP, atribuíram-se a si próprios, "antecipadamente [um ano antes do que seria normal] e sem que estivessem reunidas as condições para tal", prémios superiores a cinco milhões de euros, que receberam a poucos meses do banco entrar em colapso.
Público.pt
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2013/03/18
Nós não somos Chipre...
Tanto Chipre como aqueles que hoje dizem “mas nós não somos Chipre” deveriam perguntar, em tempo útil, se vale mais preservar a Zona Euro ou o sistema bancário.
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Zona Euro
2012/06/13
Ventos de Espanha
Duas semanas
depois do presidente do Governo de Espanha e do Partido Popular, afirmar que não haveria nenhum resgate aos bancos espanhóis, o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários disse que a Espanha iria pedir, na reunião seguinte do Eurogrupo, o auxílio para a banca. No Domingo imediato, 10 de Junho de 2012, o primeiro-ministro espanhol convocou uma conferência de imprensa para explicar os contornos do plano de resgate financeiro a que não chamou resgate mas “ajuda aos bancos” espanhois". Para todos os efeitos, é um empréstimo de 100 mil milhões de euros para o saneamento / recapitalização da banca espanhola. O que está por esclarecer ainda são as contrapartidas.
A Espanha juntava-se assim à Irlanda, a Portugal e à Grécia no pedido de auxílio internacional. A diferença principal é que a Espanha é a quarta economia da zona do euro e a 12.ª maior economia mundial.
E para o que mais directamente nos importa, a Espanha é o maior parceiro comercial de Portugal.
Ainda haverá quem alimente a esperança de que se venha a dobrar o cabo das tormentas (ou borrascas), mas Bartolomeu Dias já morreu, os escravos libertaram-se e já não há o que trocar por especiarias. Com estes ventos, o melhor será mudar de rumo.
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União Europeia
2012/05/11
Cambia, todo cambia
A presidente do Brasil tem exigido a redução das taxas de juros cobradas a pessoas físicas e empresas no país, no sentido de ampliar o crédito concedido. Há quem diga que ela se meteu na jaula dos leões.
De facto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) emitiu um texto em que analisava o potencial "efeito negativo" dos juros mais baixos sobre a oferta de crédito. No relatório, assinado pelo economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, argumenta-se que havia limites para a ampliação do crédito, como o alto nível de inadimplência (não pagamento de crédito na data de vencimento), e afirmou: "Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água". Esta é a segunda "patada" da Febraban contra o governo de Dilma.
O governo do Brasil interpretou a metáfora do cavalo como uma provocação, e mobilizou o Ministério da Fazenda para exigir uma retratação. Rapidamente os principais bancos privados do país correram para tentar apagaziguar o conflito e, no início da noite desta terça-feira (8/5), a Federação divulgou uma nota para afirmar, desta vez, que o texto de Sardenberg não pode ser interpretado "como posicionamento oficial da entidade ou de seus associados". As medidas preconizadas por Dilma estão a ser concretizadas. Isto é: quando o dono quer mesmo, estes cavalos vão e bebem!
Porque ficaram os banqueiros tão colaborantes? Será porque lhes escapa algum do poder que “tradicionalmente” tinham por garantido, de influenciar ou determinar a política dos estados? A firmeza do governo brasileiro e o exemplo das nacionalizações na Venezuela, na Argentina e na Bolívia, como resposta ao boicote económico prosseguido por grandes empresas nesses países, obrigam estas a dar um passo atrás na sua ofensiva contra os interesses nacionais. Esperemos que aprendam qual é o seu lugar na sociedade.
Patética é a “preocupação” da Comissão Europeia com estas decisões soberanas de países sul-americanos por causa dos prejuízos que possam trazer-lhes!..., a avaliar por declarações do porta-voz de Comércio do CE, John Clancy.
Eu sei que Obama não é Lenine, que Dilma não é Rosa Luxemburgo e que Holande não é Trotsky. Mas algumas mudanças positivas ocorrem pelo mundo ocidental e, como disse Karl Marx, "as mudanças quantitativas operam mudanças qualitativas".
O título deste artigo invoca uma canção interpretada por Mercedes Sosa (na foto, sentada), genial cantora argentina que apoiou a eleição da presidente actual, Cristina Fernández de Kirchner (na foto, em pé).
Quadro inicial:
"Daniel na cova dos leões".
De facto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) emitiu um texto em que analisava o potencial "efeito negativo" dos juros mais baixos sobre a oferta de crédito. No relatório, assinado pelo economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg, argumenta-se que havia limites para a ampliação do crédito, como o alto nível de inadimplência (não pagamento de crédito na data de vencimento), e afirmou: "Você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água". Esta é a segunda "patada" da Febraban contra o governo de Dilma.
O governo do Brasil interpretou a metáfora do cavalo como uma provocação, e mobilizou o Ministério da Fazenda para exigir uma retratação. Rapidamente os principais bancos privados do país correram para tentar apagaziguar o conflito e, no início da noite desta terça-feira (8/5), a Federação divulgou uma nota para afirmar, desta vez, que o texto de Sardenberg não pode ser interpretado "como posicionamento oficial da entidade ou de seus associados". As medidas preconizadas por Dilma estão a ser concretizadas. Isto é: quando o dono quer mesmo, estes cavalos vão e bebem!
Porque ficaram os banqueiros tão colaborantes? Será porque lhes escapa algum do poder que “tradicionalmente” tinham por garantido, de influenciar ou determinar a política dos estados? A firmeza do governo brasileiro e o exemplo das nacionalizações na Venezuela, na Argentina e na Bolívia, como resposta ao boicote económico prosseguido por grandes empresas nesses países, obrigam estas a dar um passo atrás na sua ofensiva contra os interesses nacionais. Esperemos que aprendam qual é o seu lugar na sociedade.
Patética é a “preocupação” da Comissão Europeia com estas decisões soberanas de países sul-americanos por causa dos prejuízos que possam trazer-lhes!..., a avaliar por declarações do porta-voz de Comércio do CE, John Clancy.
Eu sei que Obama não é Lenine, que Dilma não é Rosa Luxemburgo e que Holande não é Trotsky. Mas algumas mudanças positivas ocorrem pelo mundo ocidental e, como disse Karl Marx, "as mudanças quantitativas operam mudanças qualitativas".
O título deste artigo invoca uma canção interpretada por Mercedes Sosa (na foto, sentada), genial cantora argentina que apoiou a eleição da presidente actual, Cristina Fernández de Kirchner (na foto, em pé).
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"Daniel na cova dos leões".
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2011/11/09
Paradoxos do capitalismo
Os banqueiros portugueses estão em pé de guerra com o Governo, devido às regras para o acesso à linha de capitalização do sector, prevista no acordo da ‘troika'. A Associação Portuguesa de Bancos enviou mesmo uma carta à Comissão Europeia a acusar o Governo de pretender nacionalizar o sector financeiro. Os banqueiros chegam ao ponto de comparar a política do Executivo às nacionalizações do PREC, em 1975.
Recortado em Diário Económico (on line).
Seria também disto que Karl Marx falava quando dizia que o capitalismo transporta no seu seio os germes da sua própria destruição? Ou estamos perante uma outra contradição, entre capitalismo e democracia? Ou as duas teses são equivalentes?
Recortado em Diário Económico (on line).
Seria também disto que Karl Marx falava quando dizia que o capitalismo transporta no seu seio os germes da sua própria destruição? Ou estamos perante uma outra contradição, entre capitalismo e democracia? Ou as duas teses são equivalentes?
2010/04/22
"A banca é do povo"
Para que não pareça demasiado obsoleto ou anti-ocidental, porventura radical e muito certamente pessimista o meu artigo anterior que aludia aos limites da paciência popular para aturar os desmandos imorais, digo obscenos do capitalismo...
... junto agora um artigo do catalão Vicenç Navarro *, de 17 de Abril de 2010, e que reza assim:
«Una noticia que seguro Ud. no habrá leído en los mayores medios de información del país es la del movimiento que está ocurriendo en EEUU (centro de la crisis financiera), que goza de gran apoyo popular, que propone la creación de bancas públicas, tanto a nivel estatal como federal. En parte, ello se debe al enorme descrédito que la banca privada tiene en aquel país. Según las últimas encuestas (inquéritos de opinião), los bancos están entre las instituciones menos valoradas en la sociedad estadounidense. A pesar de las enormes cantidades de fondos públicos que los bancos han recibido, todavía hoy es difícil para las pequeñas y medianas empresas, así como para la mayoría de la ciudadanía, conseguir crédito bancario. En lugar de utilizar los fondos públicos para cumplir esta función social (el ofrecimiento de crédito), los grandes bancos han utilizado tales fondos para continuar con sus comportamientos especulativos (que causaron la crisis financiera) y para incrementar todavía más los salarios y bonos de sus directivos. Como consecuencia, la hostilidad de la población hacia los bancos se ha acentuado todavía más.Pero la otra razón de que haya un número creciente de representantes políticos que, presionados por la opinión popular, estén proponiendo crear una banca pública es la experiencia positiva de la banca pública en aquellos estados que tienen bancos estatales públicos.
(...)
Y otro dato importante, que tampoco habrá leído en los mayores medios de información y persuasión españoles es que se empiezan a escuchar voces en EEUU que están pidiendo también que se establezca un banco público, voces que están encontrando una gran receptividad en la calle, e incluso en algunos sectores del Congreso (que no han sido captados todavía por los lobbies de la Banca). Entre estas voces está la del Premio Nobel de Economía, Joseph Stiglitz, que en un artículo reciente en la revista The Nation indicaba que los 700.000 millones de dólares que se gastaron para ayudar a la banca, debieran haberse utilizado en establecer una banca pública, evitando así que EEUU tuviera el enorme problema de crédito que tiene hoy».
(Fim de citação. O artigo completo encontra-se AQUI ).
Claro que não há aqui um sinal de rutura com o capitalismo - não só pela desproporção do significado como até por falta de uma alternativa moderna - mas daqui a tomar-se este sinal por desprezível, só mesmo para quem não compreendeu os efeitos perversos da política de Gorbachev destinada a aperfeiçoar... o socialismo.
* Vicenç Navarro ha sido Catedrático de Economía Aplicada en la Universidad de Barcelona. Actualmente es Catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, España). Es también profesor de Políticas Públicas en The Johns Hopkins University (Baltimore, EEUU) donde ha impartido docencia durante 35 años. Dirige el Programa en Políticas Públicas y Sociales patrocinado conjuntamente por la Universidad Pompeu Fabra y The Johns Hopkins University. Dirige también el Observatorio Social de España
A capa da Vida Mundial de 1975 foi copiada de Restos de Colecção
«Una noticia que seguro Ud. no habrá leído en los mayores medios de información del país es la del movimiento que está ocurriendo en EEUU (centro de la crisis financiera), que goza de gran apoyo popular, que propone la creación de bancas públicas, tanto a nivel estatal como federal. En parte, ello se debe al enorme descrédito que la banca privada tiene en aquel país. Según las últimas encuestas (inquéritos de opinião), los bancos están entre las instituciones menos valoradas en la sociedad estadounidense. A pesar de las enormes cantidades de fondos públicos que los bancos han recibido, todavía hoy es difícil para las pequeñas y medianas empresas, así como para la mayoría de la ciudadanía, conseguir crédito bancario. En lugar de utilizar los fondos públicos para cumplir esta función social (el ofrecimiento de crédito), los grandes bancos han utilizado tales fondos para continuar con sus comportamientos especulativos (que causaron la crisis financiera) y para incrementar todavía más los salarios y bonos de sus directivos. Como consecuencia, la hostilidad de la población hacia los bancos se ha acentuado todavía más.Pero la otra razón de que haya un número creciente de representantes políticos que, presionados por la opinión popular, estén proponiendo crear una banca pública es la experiencia positiva de la banca pública en aquellos estados que tienen bancos estatales públicos.
(...)
Y otro dato importante, que tampoco habrá leído en los mayores medios de información y persuasión españoles es que se empiezan a escuchar voces en EEUU que están pidiendo también que se establezca un banco público, voces que están encontrando una gran receptividad en la calle, e incluso en algunos sectores del Congreso (que no han sido captados todavía por los lobbies de la Banca). Entre estas voces está la del Premio Nobel de Economía, Joseph Stiglitz, que en un artículo reciente en la revista The Nation indicaba que los 700.000 millones de dólares que se gastaron para ayudar a la banca, debieran haberse utilizado en establecer una banca pública, evitando así que EEUU tuviera el enorme problema de crédito que tiene hoy».
(Fim de citação. O artigo completo encontra-se AQUI ).
Claro que não há aqui um sinal de rutura com o capitalismo - não só pela desproporção do significado como até por falta de uma alternativa moderna - mas daqui a tomar-se este sinal por desprezível, só mesmo para quem não compreendeu os efeitos perversos da política de Gorbachev destinada a aperfeiçoar... o socialismo.
* Vicenç Navarro ha sido Catedrático de Economía Aplicada en la Universidad de Barcelona. Actualmente es Catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, Universidad Pompeu Fabra (Barcelona, España). Es también profesor de Políticas Públicas en The Johns Hopkins University (Baltimore, EEUU) donde ha impartido docencia durante 35 años. Dirige el Programa en Políticas Públicas y Sociales patrocinado conjuntamente por la Universidad Pompeu Fabra y The Johns Hopkins University. Dirige también el Observatorio Social de España
A capa da Vida Mundial de 1975 foi copiada de Restos de Colecção
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2009/11/26
Prendam... os bancos!

Posso dar uma ideia? Prendam os bancos. São eles que fazem os banqueiros... pecarem. Já percebem porque há quem recomende a nacionalização da banca?
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2008/10/21
A minha crise económica

O meu avô, trabalhador ferroviário, conseguia amealhar uns tostões que mais provinham de uns biscates que fazia na loja de um vizinho do que do seu salário magro como um carril de comboio.
Amealhar era, não pouca vezes, esconder no forro do colchão. Mas se disso sabia toda a gente, a minha avó também. E bem depressa, numa inspecção periódica a que não faltaria, haveria de tomar o que houvesse, por empréstimo a fundo perdido e sem juros, ávida como estava de ir às compras, fosse por uma saia que não tivesse vergonha de levar à missa, fosse por uma sertã, a que no sul se chama frigideira, de que estava precisada há vários anos... Por uma flores esperaria ainda uma jarra vazia, que o tempo não era para luxos.
Das humildes poupanças, pois, do meu avô, e dos parcos lucros do vizinho, se juntava no banco um "pé de meia" que, mais juntando de uns e outros, ia enchendo o papo do banqueiro e o seu guarda-fatos, as suas jarras de flores e ainda sobrava para emprestar a juros ao Ti Manel Tijolo que apesar do nome era um tipo esperto, dedicado desde cedo à construção do que mais tarde se viria a chamar de imobiliário.
Vai meu avô penando e aforrando à custa da barriga, vai minha avó cozinhando as tripas, e Ti Manel Tijolo acumula negócios que já é mais conhecido na Banca do que minha avó na mercearia.
De tantas voltas darem o mundo e os comboios, chegou a minha vez de entrar nesta história. Vou ter com o filho de Ti Manel, herdeiro da arte e do negócio do Tijolo, para comprar uma casa para mim e para a família que de mim vier. Negócio puxa conversa e lá se acertou o preço ao que se seguiria o pedido de empréstimo.
No dia D, vá-se lá saber se é de Deus ou de Diabo, fui eu à banca pedir emprestado aquele dinheiro, afinal, que o meu avô lhes havia anteriormente confiado. Com grande relutância aparente, mais arrogância do que convicção, abriu o banco os cordões ao cofre, virtualmente, claro, e fechou-se o negócio nos termos que se seguem.
O banco emprestava-me os 20.000 contos e eu reembolsava-o a prestações ao longo dos anos. Do valor daquelas prestações não havia conta certa; certo era apenas que o banco ganhava aquilo que eu perdia.
Passam mais uns comboios, mais uns anos, e vão-se-me as poupanças para a inflacção dos preços e o congelamento do salário, ficando sem poupança e quase sem colchão, minha mulher e eu aprendendo a cozinhar açorda, meus filhos à espera de nascerem e a banca, cada vez mais mais gorda, batendo à porta de recibo na mão. Não tarda, é a Polícia: "Operação Hipoteca ! Abra e saia!".
Saia?... Se ao menos minha avó tivesse comprado a saia, o meu avô não emprestava à banca as suas poupanças e esta, sem dinheiro, não me endividava.
É isso! Assim que esta crise for ultrapassada, o que eu vou fazer é comprar um colchão de palha.
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2008/05/15
Eles comem tudo

«O Banco de Portugal (BdP) não tem dúvidas de que o BCP actuou com dolo e de forma negligente no polémico caso dos créditos concedidos ao filho de Jardim Gonçalves. E condenou, a 12 de Fevereiro, o BCP e quatro entidades por si detidas ao pagamento de uma coima total de 760 mil euros - num total de dez contra-ordenações, três das quais dolosas - por lhe ter omitido informações sobre empresas detidas por Filipe Jardim Gonçalves
... o BCP omitiu várias empresas detidas pelo filho do fundador, a quem concedera créditos. Parte deles, recorde-se, o banco declarou como dívidas incobráveis. Quando o caso se tornou público, Jardim Gonçalves comprou os créditos do filho». (JN 2008-05-15)
Coima total de 760 mil euros ???
Hehehehehehehehehehehehhehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehhehe...
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