Quando Jair Bolsonaro se tornou Presidente do Brasil, muitos como eu recearam que isso se tornasse num inferno para o país irmão, mas ninguém terá imaginado que a confirmação fosse tão literal...
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2019/08/25
2017/10/17
Vá de férias… e não volte
Vá de férias, senhora ministra da Administração Interna! Ao contrário do que pensa ou diz, a sua permanência no Governo é um estorvo . Percebe-se pela falta de prevenção, pela falta de comunicações, pela falta de coordenação, pela falta de discurso.
Além da sua incompetência funcional, a sua atitude defensiva em relação às acusações que lhe são dirigidas mostra a sua incompetência política. Nem sequer se lembrou ainda de coligir e divulgar os casos concretos de sucesso das intervenções dos bombeiros, para contrapor aos casos de desgraça que os orgãos de informação divulgam, esses sim de forma competente e esforçada. Ou não há casos de eficácia para honrar os bombeiros e polícias?
António Costa não tem razão para manter a ministra sob o pretexto de que isso não resolve os problemas. Por essa ordem de ideias, nenhum ministro será demitido por mais incompetente que se revele, isto é, a indigitação de ministros é irrelevante. Também não tem razão quando se refugia no Relatório Independente sobres incêndios, como se o Governo não devesse ter uma política própria desde o momento em que assume a direcção do país. Para que serve então o Governo?
Outro erro do Primeiro-Ministro é contentar-se e tentar contentar-nos com as medidas de reconstrução e indemnização das populações afectadas. Esse dinheiro, que não é do Governo mas dos cidadãos, não compra a consciência de ninguém e, sobretudo, não restitui as vidas tragicamente ceifadas.
Por este caminho não é só a floresta que arde, é o próprio Governo.
Além da sua incompetência funcional, a sua atitude defensiva em relação às acusações que lhe são dirigidas mostra a sua incompetência política. Nem sequer se lembrou ainda de coligir e divulgar os casos concretos de sucesso das intervenções dos bombeiros, para contrapor aos casos de desgraça que os orgãos de informação divulgam, esses sim de forma competente e esforçada. Ou não há casos de eficácia para honrar os bombeiros e polícias?
António Costa não tem razão para manter a ministra sob o pretexto de que isso não resolve os problemas. Por essa ordem de ideias, nenhum ministro será demitido por mais incompetente que se revele, isto é, a indigitação de ministros é irrelevante. Também não tem razão quando se refugia no Relatório Independente sobres incêndios, como se o Governo não devesse ter uma política própria desde o momento em que assume a direcção do país. Para que serve então o Governo?
Outro erro do Primeiro-Ministro é contentar-se e tentar contentar-nos com as medidas de reconstrução e indemnização das populações afectadas. Esse dinheiro, que não é do Governo mas dos cidadãos, não compra a consciência de ninguém e, sobretudo, não restitui as vidas tragicamente ceifadas.
Por este caminho não é só a floresta que arde, é o próprio Governo.
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2017/07/15
Obviamente pedirão a demissão
O primeiro-ministro português disse (no Debate da Nação) que
a Altice teve um mau desempenho na tragédia de Pedrógão Grande e que, por isso, ele próprio decidiu escolher outra operadora para as suas comunicações pessoais.
O presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil é o coronel
Joaquim de Sousa Pereira Leitão que, entre outras funções, já foi Director
Municipal de Protecção Civil e Socorro, da Câmara Municipal de Lisboa... Atendendo
ao seu desempenho na referida tragédia, não seria caso para António Costa
escolher outro? Ou temos mesmo que voltar à questão da demissão da ministra da
Administração Interna que o nomeou em Outubro de 2016?
António Costa já disse que não demitiria esta ministra nem o
ministro da Defesa a quem se atribuem responsabilidades políticas no caso de
Tancos. Logo, tudo indica que serão eles a ter que pedir a própria demissão nem
que seja lá para Outubro, isto é, depois das eleições autárquicas.
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Protecção Civil
2017/06/23
É a Direita a politizar
Perante uma tragédia em que morrem 64 pessoas, se contam centenas
de feridos e muitas propriedades são devastadas pelo fogo, o que menos domina as
preocupações das vítimas sobreviventes é confirmar com rigor científico se o
fogo foi desencadeado por um raio, por um cigarro ou por um incendiário motivado por doença ou
por dinheiro. Como se sabe da longa história dos incêndios florestais, tais
averiguações não trazem nenhuma melhoria às populações.
De resto, sobre as causas e eventuais causadores, foi
desencadeado um inquérito pela Procuradoria Geral da República logo que houve
notícia das ocorrências.
Talvez seja por estas razões que o PCP e o BE desvalorizam a
iniciativa do PSD no sentido de criar uma comissão técnica independente para
esse fim.
Mas, ao contrário dos termos em que aquela pretensão de
Passos Coelho foi noticiada inicialmente,
encontramos um alcance mais amplo; trata-se de apurar “as causas e circunstâncias diversas que estiveram
na origem da tragédia ocorrida no sábado em Pedrógão Grande”. Não se trata
apenas, portanto, da origem do incêndio mas sim da origem da tragédia e das
respectivas circunstâncias.
Sendo evidente e confirmado que o Governo já havia tomado
essa iniciativa, o que a Direita vem agora pretender é que essas diligências
sejam feitas através duma comissão, isto é, sem a coordenação do Governo.
Se tivermos em conta que António Costa fez públicas as
perguntas que dirigiu às autoridades
competentes e as respostas que já obteve, mais ociosa parece ser a criação da
tal comissão. Pior que isso, do que sabemos como funcionam as comissões, o que
parece é que as diligências expeditas do primeiro-ministro serão travadas por
uma entidade burocrática e politizada – já se adivinham as discussões sobre a composição
partidária da querida comissão…
Vem Conceição Cristas (CDS) espantar-se por o Governo fazer perguntas, vem Luís Montenegro (PSD) apelar a uma investigação “de forma célere” - «devemos em conferência de
líderes, com carácter de urgência, acertar a composição, o funcionamento e os
fins, da Comissão Técnica Independente que agora propomos" – e a gente tem
que os levar a sério… e não politizar!!!
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2013/08/18
Incêndio numa chávena de café
Peço um café quase cheio. Ás vezes nem peço, de tal modo é habitual. Vejo o café a chegar ao balcão e a empregada das mesas a mandar encher um pouco mais. É o costume.
Tirar um café na máquina é-lhes tão frequente que se tornou um gesto automático. Daí que, quando o movimento é muito, nem reparam no “pormenor” do pedido: "quase cheio!".
Mais um centímetro de altura ou menos um, poderia ser esquisitice, extravagância, vontade de complicar, se me referisse a um jarro de água ou de vinho, a uma garrafa ou até a um copo, mas numa chávena de café “expresso” ou “simbalino” – para usar uma expressão regional - faz uma diferença “do carago” – para usar outra expressão local.
O que mais irrita é que não há qualquer justificação para que o pedido não seja correctamente atendido – o café gasto é na mesma quantidade e o preço também. Pior: voltar com a chávena à máquina para acrescentar o café que faltou, duplica o trabalho e o tempo dispendido pela trabalhadora. Além de que o resto acrescentado prejudica a qualidade do produto final.
Pessoal competente e com tempo para fazer bem feito é portanto uma receita para a qualidade do serviço e para a satisfação do cliente. É assim no café e na sapataria, no serviço de saúde, no ensino e no governo da nação. É assim na satisfação e no conforto das pessoas, na sua disposição e no contágio para a comunidade.
Mas o episódio, tantas vezes repetido, teve desta vez a minha reclamação e uma desculpa esfarrapada que era mais uma injustificada justificação. Mais irritado ainda, paguei o café e saí sem o tomar mas com um comentário: - Ofereço-lho!
O volume ou o tom ou a má impressão que a ocorrência poderia causar na clientela, levou à intervenção do gerente que admoestou a empregada de mesa que chutou para a colega que acusou o gerente da falta de pessoal, que não tardou a dispensar os seus serviços… Já nem vou projectar o que se terá passado em casa da rapariga quando fez constar o despedimento nas barbas do marido e dos dois filhos.
Para bom entendedor: quando o terreno e o clima são propícios, a mais pequena chama ateia um enorme incêndio pelo que o melhor será “limpar a mata” – e nem sai mais caro do que tê-la queimada.
(Fotos inéditas e originais)
Tirar um café na máquina é-lhes tão frequente que se tornou um gesto automático. Daí que, quando o movimento é muito, nem reparam no “pormenor” do pedido: "quase cheio!".
Mais um centímetro de altura ou menos um, poderia ser esquisitice, extravagância, vontade de complicar, se me referisse a um jarro de água ou de vinho, a uma garrafa ou até a um copo, mas numa chávena de café “expresso” ou “simbalino” – para usar uma expressão regional - faz uma diferença “do carago” – para usar outra expressão local.
O que mais irrita é que não há qualquer justificação para que o pedido não seja correctamente atendido – o café gasto é na mesma quantidade e o preço também. Pior: voltar com a chávena à máquina para acrescentar o café que faltou, duplica o trabalho e o tempo dispendido pela trabalhadora. Além de que o resto acrescentado prejudica a qualidade do produto final.
Pessoal competente e com tempo para fazer bem feito é portanto uma receita para a qualidade do serviço e para a satisfação do cliente. É assim no café e na sapataria, no serviço de saúde, no ensino e no governo da nação. É assim na satisfação e no conforto das pessoas, na sua disposição e no contágio para a comunidade.
Mas o episódio, tantas vezes repetido, teve desta vez a minha reclamação e uma desculpa esfarrapada que era mais uma injustificada justificação. Mais irritado ainda, paguei o café e saí sem o tomar mas com um comentário: - Ofereço-lho!
O volume ou o tom ou a má impressão que a ocorrência poderia causar na clientela, levou à intervenção do gerente que admoestou a empregada de mesa que chutou para a colega que acusou o gerente da falta de pessoal, que não tardou a dispensar os seus serviços… Já nem vou projectar o que se terá passado em casa da rapariga quando fez constar o despedimento nas barbas do marido e dos dois filhos.
Para bom entendedor: quando o terreno e o clima são propícios, a mais pequena chama ateia um enorme incêndio pelo que o melhor será “limpar a mata” – e nem sai mais caro do que tê-la queimada.
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