Quando duas pessoas discordam acerca de um assunto, pode ser que estejam de acordo no assunto mas sejam levadas para o conflito por causa do significado diferente que cada uma atribua às palavras, à designação.
Este fenómeno é explorado pela direita política quando defende a "baixa de impostos" como a esquerda. É que, para a classe privilegiada da sociedade, trata-se de descer os impostos... sobre os lucros!
É neste contexto que aparece esta notícia, por exemplo:
Os seis maiores bancos dos EUA embolsaram US $ 32 bilhões com os cortes de impostos de Trump em 2017. Por sua vez, eles restringiram empréstimos, cortaram empregos e distribuíram dinheiro para seus accionistas. (@Yalman_Onaran)
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2020/01/17
2019/10/24
Circulatura mas não muito
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2019/05/27
2017/06/23
É a Direita a politizar
Perante uma tragédia em que morrem 64 pessoas, se contam centenas
de feridos e muitas propriedades são devastadas pelo fogo, o que menos domina as
preocupações das vítimas sobreviventes é confirmar com rigor científico se o
fogo foi desencadeado por um raio, por um cigarro ou por um incendiário motivado por doença ou
por dinheiro. Como se sabe da longa história dos incêndios florestais, tais
averiguações não trazem nenhuma melhoria às populações.
De resto, sobre as causas e eventuais causadores, foi
desencadeado um inquérito pela Procuradoria Geral da República logo que houve
notícia das ocorrências.
Talvez seja por estas razões que o PCP e o BE desvalorizam a
iniciativa do PSD no sentido de criar uma comissão técnica independente para
esse fim.
Mas, ao contrário dos termos em que aquela pretensão de
Passos Coelho foi noticiada inicialmente,
encontramos um alcance mais amplo; trata-se de apurar “as causas e circunstâncias diversas que estiveram
na origem da tragédia ocorrida no sábado em Pedrógão Grande”. Não se trata
apenas, portanto, da origem do incêndio mas sim da origem da tragédia e das
respectivas circunstâncias.
Sendo evidente e confirmado que o Governo já havia tomado
essa iniciativa, o que a Direita vem agora pretender é que essas diligências
sejam feitas através duma comissão, isto é, sem a coordenação do Governo.
Se tivermos em conta que António Costa fez públicas as
perguntas que dirigiu às autoridades
competentes e as respostas que já obteve, mais ociosa parece ser a criação da
tal comissão. Pior que isso, do que sabemos como funcionam as comissões, o que
parece é que as diligências expeditas do primeiro-ministro serão travadas por
uma entidade burocrática e politizada – já se adivinham as discussões sobre a composição
partidária da querida comissão…
Vem Conceição Cristas (CDS) espantar-se por o Governo fazer perguntas, vem Luís Montenegro (PSD) apelar a uma investigação “de forma célere” - «devemos em conferência de
líderes, com carácter de urgência, acertar a composição, o funcionamento e os
fins, da Comissão Técnica Independente que agora propomos" – e a gente tem
que os levar a sério… e não politizar!!!
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Passos Coelho
2014/10/29
Não haverá coligação, «prontos»!
Não, o CDS não vai concorrer às próximas eleições em coligação
com o PSD.
Antes do mais, porque assim concentra no PSD o descontentamento popular, em vez de partilhar a derrota. Depois, porque fica disponível para uma aliança pós-eleitoral com o partido mais votado, seja o PS seja o próprio PSD. Finalmente, porque ambos os partidos da actual maioria têm interesse e oportunidade de contar o respectivo eleitorado.
Isto tudo sem prejuízo do CDS poder "roer a corda" de alguma maneira e sob qualquer pretexto, no contexto do actual mandato. Uma corda cuja tensão irá sendo avaliada em função da popularidade crescente ou decrescente de António Costa.
“E prontos!”. Fecha-se aqui o assunto.
Edição da imagem, original para este blog. Último parágrafo formalmente alterado depois de publicado.
Antes do mais, porque assim concentra no PSD o descontentamento popular, em vez de partilhar a derrota. Depois, porque fica disponível para uma aliança pós-eleitoral com o partido mais votado, seja o PS seja o próprio PSD. Finalmente, porque ambos os partidos da actual maioria têm interesse e oportunidade de contar o respectivo eleitorado.
Isto tudo sem prejuízo do CDS poder "roer a corda" de alguma maneira e sob qualquer pretexto, no contexto do actual mandato. Uma corda cuja tensão irá sendo avaliada em função da popularidade crescente ou decrescente de António Costa.
“E prontos!”. Fecha-se aqui o assunto.
Edição da imagem, original para este blog. Último parágrafo formalmente alterado depois de publicado.
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Governo PSD-CDS,
Paulo Portas
2014/01/25
Está-se bem na Direita
Pacheco Pereira denuncia com toda a propriedade, na revista Sábado" e no blogue Abrupto, aquilo que, a meu ver, não é "senão" a expressão despreocupada da ideologia que graça no CDS/PP. Transcrevo o primeiro parágrafo e recomendo o texto integral.
«A Juventude Popular propôs numa moção ao Congresso do CDS a diminuição da escolaridade obrigatória do 12º ano para o 9º ano porque “a liberdade de aprender (…) é um direito fundamental de cada pessoa”. Cinco secretários de estado, que pertencem à distinta agremiação, subscreveram a moção, que exprime o direito inalienável à ignorância, como direito individual.(*) Isto escrito por membros de um partido que se diz “personalista”. Aliás há outras puras imbecilidades na moção, como seja a igualização do “autoritarismo do Estado Novo”, com “o autoritarismo do défice e da dívida”, uma “ideia” igualmente muito reveladora do que vai na cabeça dos candidatos a senhoritos do CDS, que, como se vê, nos governam».
Situações de diferente natureza mas com gravidade equivalente ou muito menor até, têm levado à auto-suspensão de militantes do PCP e do Bloco de Esquerda, tanto quanto demonstra a experiência, mas no critério dos militantes da Direita, a escravatura económica que o seu Governo pratica, não perturba a sua filiação. Por maiores que sejam as declaradas divergências com os seus partidos, para Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, Bagão Felix e muitos outros, "Está-se bem"!
«A Juventude Popular propôs numa moção ao Congresso do CDS a diminuição da escolaridade obrigatória do 12º ano para o 9º ano porque “a liberdade de aprender (…) é um direito fundamental de cada pessoa”. Cinco secretários de estado, que pertencem à distinta agremiação, subscreveram a moção, que exprime o direito inalienável à ignorância, como direito individual.(*) Isto escrito por membros de um partido que se diz “personalista”. Aliás há outras puras imbecilidades na moção, como seja a igualização do “autoritarismo do Estado Novo”, com “o autoritarismo do défice e da dívida”, uma “ideia” igualmente muito reveladora do que vai na cabeça dos candidatos a senhoritos do CDS, que, como se vê, nos governam».
Situações de diferente natureza mas com gravidade equivalente ou muito menor até, têm levado à auto-suspensão de militantes do PCP e do Bloco de Esquerda, tanto quanto demonstra a experiência, mas no critério dos militantes da Direita, a escravatura económica que o seu Governo pratica, não perturba a sua filiação. Por maiores que sejam as declaradas divergências com os seus partidos, para Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite, Bagão Felix e muitos outros, "Está-se bem"!
2013/06/14
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