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2018/01/23

CTT estão como se vê

O PSD e o CDS privatizaram os CTT em nome da modernização e melhoria dos serviços prestados. A realidade demonstrou que se trata de um processo de destruição de uma empresa estratégica para o País, com cinco séculos de história.

Os tempos de espera e de resposta e a degradação geral mostram que os serviços estão muito piores do que acontecia ainda antes das novas tecnologias.

É assumido já o encerramento de 22 estações. O atendimento que era feito aos balcões da empresa passou em grande parte para lojas do comércio como papelarias ou mercearias. E a distribuição deixa de ser feita por carteiros e é entregue a distribuidores de publicidade. Entregar uma carta registada, enfim, passa a ser um gesto tão responsável como vender um lápis ou um quilo de cenouras.

Entretanto, a administração vai distribuindo dividendos muito para além dos lucros da empresa assim obtidos.

Exige-se que o Estado tome «medidas urgentes» para reversão da situação. O Estado pode rescindir o contrato por falta de cumprimento e nomear uma administração da sua confiança. Mas o pior está feito; como de costume, as privatizações deitam o fogo e o Estado nacionaliza as cinzas, como diz Bruno Dias, deputado do PCP.

É o mercado (livre, liberal) a funcionar...

2015/06/10

2014/12/28

TAP não anda nem desanda



Agora a sério...

Três sindicatos “que em conjunto representam mais de 50% dos trabalhadores da TAP, mantêm a greve, acatando, no entanto, a requisição civil decretada”.

O que eu não entendo é que interesse tiveram e que sentido faz a suspensão da greve por parte dos outros sindicatos, uma vez que o Governo decretou autoritariamente a requisição civil.

2014/11/09

Porque hoje é domingo (60)

A Igreja Católica invoca neste dia o episódio em que Jesus expulsa os vendilhões do Templo: «Não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio»*. E “proibiu” qualquer tipo de comércio no Templo - mesmo que isso arruinasse os sacerdotes.**

Não é difícil perceber que o Filho de Deus deixava um recado aos portugueses do século XXI. Basta pensar que o tempolo dos cidadãos é o seu país e que os vendilhões são os vendedores do património nacional.


Alguém tem que juntar as cordas da sociedade, as vontades dispersas de mudança, e com elas fazer um chicote com que vergastar os vendilhões da Pátria, do País, da Nação – como queiram chamar-lhe. Não importa qual seja a sua igreja, desde que seja patriota, desde que o castigo infligido aos “cambistas” seja para restituir ao Povo o que lhe pertence – património, cultura, dignidade.

Alguém tem que enfrentar com risco e coragem os sacerdotes do capitalismo, ameaçados nos seus privilégios directos ou indirectos – os próprios capitalistas ou os seus propagandistas. Alguém tem que restituir ao Povo o que é do Povo, à Nação o que é da Nação. E já não pode ser Lenine. Nem Álvaro Cunhal.



E a quem se reclama de ser Livre, há que perguntar:
- livre para quê? Para servir o governo que vier?


notas
O quadro "Expulsão dos Vendilhões do Templo" é de Rembrandt.
* (João 2:15-16) ** (Mc 11:16)

2012/12/19

Portugal à venda

Enquanto os países progressistas e progressivos do mundo preservam o seu património, enfrentando patrioticamente as consequências, os governos liberais europeus endividados pelas suas próprias políticas, alienam a riqueza do seu povo e o próprio povo, rendem-se cobardemente às pretensões neo-colonizadoras dos países ricos.

Foi assim com o desmantelamento da nossa indústria, pescas, agricultura, de que agora choram lágrimes de crocodilo. É assim com as privatizações da TAP, da ANA, da RTP, dos estaleiros de Viana do Castelo..., de que hão-de chorar mais tarde, estes "piegas" fingidos. Como se ninguém visse a Grécia aqui tão perto.

2012/08/30

Públicos ou privados (actualizado em 2/Set.)

Sim, sr. António Borges, há sempre "interesses estabelecidos". Por vezes são interesses nacionais.

Sim, os senhores estão "a combater os interesses estabelecidos”...  pela Constituição da Repúlica - que estorva tanto os vossos interesses como a Democracia estorva.

Sim, extinguir a RTP dava-lhes muito jeito para que toda a rádio e televisão ficasse apenas nas mãos de grande "empreendedores" que, obviamente são da sua família... política.

Sim, «diminuir os salários não é uma política mas uma urgência» (1Jun2012) se estiver a falar dos "salários" milionários de muitos gestores que obviamente são da mesma família. E de alguns profissionais da RTP, certamente, mas pelas mesmas razões - esses (ou essas?)que escolhem convidados "convenientes" e tratam "convenientemente" os "grandes temas da actualidade".


A propósito, transcrevo um trabalho de 2007 (para não deixar o PSD sozinho)  que mostra como funcionam estas coisas dos negócios privados à custa dos Estados que se querem magrinhos.

«É suposto um privado assumir o risco do seu negócio. Em Portugal, porém, há uma classe de privados especial: assumem o risco com os dinheiros públicos. Nada que lhes macule a alma genuinamente empreendedora ou lhes desinflame o discurso em prol do mercado livre.

NÚMEROS

176 923 608,339 euros foi o total de verbas transferido pelo ME para colégios e instituições privados durante o segundo semestre de 2006.

63 203 637,54 euros foi o valor encaminhado pela tutela para as escolas da Direcção Regional de Educação de Lisboa.

157 400 euros foi o valor que a Know How, empresa da escritora Maria João Lopo de Carvalho, recebeu para o ensino de Inglês.

1 260 017,35 euros foi o valor atribuído pelo ministério às instituições sociais e escolas da região algarvia, a menos afectada pelas verbas».

Diana Ramos in "Privados recebem verba do Estado",
publicado pelo Correio da Manhã em 10 de Junho 2007
(quando outro "partido responsável" era quem mandava no Governo, por acaso).

A propósito: António Hespanha demitido por dizer coisas do género!

2011/07/20

Plano de Privatizações

do Governo PSD-CDS

Alienação total dos capitais públicos da PT, da GALP, da EDP, da REN, a privatização das Águas de Portugal, da TAP, da ANA, da CP-Carga, a concessão de linhas da CARRIS, do Metro de Lisboa, STCP, a concessão de suburbanos de Lisboa e Porto da CP, privatização dos CTT, privatização da RTP e privatização total através do abandono da parte pública da LUSA, na indústria de Defesa os estaleiros navais de Viana do Castelo e outros sectores da IMPORDEF, e no sector financeiro a Privatização do sector segurador da CGD e outras áreas não financeiras da Caixa Geral de Depósitos. Tudo isto na sequência da aprovação de um decreto-lei de 5 de Julho destnado ao abandono das golden shares (direitos especiais), detidas pelo Estado português na GALP, na EDP e na PT, nem sequer através da venda mas sim da oferta aos accionistas privados.

Descrição do deputado António Filipe, do PCP, em Audição do dia 18 de Julho.

2010/07/11

Os pulmões do Estado


No seu discurso insistente contra "o peso excessivo do Estado" na vida da Sociedade, até parece que a Direita quer eliminar o Estado.

Não é verdade: eles só querem tirar-lhe os pulmões - esse sorvedouro de oxigénio! Tudo o resto é para continuar...

É tão fácil, hoje em dia, com anestesia.

Mas há ainda quem se interrogue:
- deve o Estado submeter-se à Economia ou a Economia submeter-se ao Estado?


CONSULTAS AVULSAS:
João Rodrigues, em "I online" 12Julho2010
Ana Gomes em "Causa Nossa" 12Julho2010
Eugénio Rosa em "resistir.info" em... 2007