Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Chavez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Chavez. Mostrar todas as mensagens

2013/03/13

Conclave contra Chavez

É um argentino? Claro, quem havia de ser?!

Se a América Latina é “o continente da esperança” para a Igreja em crise, como dizia um bispo português há minutos, a região era já a esperança das correntes políticas progressistas no contexto de crise do capitalismo e desprestígio ideológico dos países socialistas. 

 
À palavra “Chavez” que tem sido chave para a autonomia e progresso da América Latina, numa afronta ao capitalismo e ao imperialismo norte-americano, a Igreja Católica contrapõe no Conclave (com chave!) um papa dali, na esperança que ele desempenhe para a região um papel idêntico áquele que desempenhou João Paulo II, o papa polaco, para a Polónia.

A César o que é de César? Só quem não conhece a História da Igreja. Francisco? Alguém virá dizer que é um tique populista?

Na primeira foto, Hugo Chavez, da Venezuela, com Cristina Fernandes Kirschner, da Argentina. Na segunda imagem, recorte do sítio RTP em 13/03/2013.

2013/03/06

Chavez deixa uma bandeira

Como bem lembra Vitor Dias no seu blogue, o petróleo não brotou na Venezuela quando Hugo Chavez se tornou presidente. Já existia há muito. A diferença é que Chavez o pôs ao serviço do povo venezuelano.

As “misiones” criadas por Hugo Chavez, vão no sentido inverso das “medidas de austeridade” que norteiam as políticas ultra-liberais da Europa – as "missões" distribuem casas, alimentos, ensino e saúde ás populações!

A política “integradora” de Hugo Chavez, no domínio internacional, vai no sentido contrário à política belicista dos EEUU e seus aliados e vai no sentido contrário à agressividade colonizadora da União Europeia e do FMI – Chavez fundou a CELAC para juntar os países da região latino-americana e do Caribe, mesmo os mais imprevisíveis, em torno de um projecto sem outra ideologia que não seja a independência política e económica da região colonizada e explorada durante séculos.

O chavismo resistirá depois de Chavez porque ele se alimentou dos sentimentos da população, nos seus méritos e nos seus defeitos mas sobretudo no grande ideal de justiça social que os povos prosseguem quando o poder está com eles.

Disto não falaram os convidados de Ana Lourenço, na SIC, ela própria contaminada pelo bafo direitista de todos eles, na precipitação dos acontecimentos. Um refugia-se em abstracções, outro em generalizações e outro em preconceitos, todos fingindo ignorar o que marcou de facto e de relevante a liderança política de Hugo Chavez no seu país e na sua região. Escapa ao seu entendimento que um dirigente político tenha governado para o seu povo e não contra o seu povo…

A História lhes ensinnará que um povo que proclama com lágrimas sentidas “todos somos Chavez”, não deixará morrer a sua causa, não deixará cair a sua bandeira.

2013/01/11

A força de Chavez

A força de Chavez revela-se no ódio que suscita aos sectores mais reaccionários e elitistas do seu país e do estrangeiro, como no amor que lhe dedicam o seu povo e os dirigentes mais progressistas, não necessariamente socialistas, da região latino-americana. (Ver)

Um homem que suscita sentimentos tão profundos e, por outro lado, comentários tão miseráveis na "comunicação social" mundial, entre omissões e deturpações da situação política na Venezuela, merece viver para sempre na nossa memória! Um homem que tão radicalmente encarnou os sentimentos do seu povo, envergonha os seus detractores e exalta os seus seguidores.

2012/12/17

Socialismo a votos

Este foi o ano da consagração do projecto socialista da Venezuela, o socialismo do século XXI, como diz Chavez, ou o socialismo como democracia avançada, como também dizem outros dirigentes.

Em 7 de Outubro, o povo venezuelano reelegeu Chávez com 55% dos votos, para o terceiro mandato presidencial de seis anos. Uma diferença de dois milhões de votos em relação ao seu opositor. Neste domingo, 17 de Dezembro, os candidatos do chavismo a governadores ganharam em 20 dos 23 estados! A oposição só conservou Amazonas, Lara y Miranda.

O mapa político da Venezuela apresenta uma esmagadora mancha vermelha para vigorar até 2013.


O chavismo tem condições para desenvolver o seu projecto socialista e com ele beneficiar em justiça e bem-estar as populações mais carenciadas, beneficiar em desenvolvimento a economia nacional e da própria região, beneficiar a “integração”, isto é, a coesão internacional dos diferentes países da América Latina e do Caribe.

Ao contrário do que aconteceria em períodos históricos anteriores, nada faz crer que uma conjura militar ou um boicote económico tenham condições de sair ao caminho do processo em curso, as relações políticas internacionais colocam o país ao abrigo de aventuras imperialistas e a situação económica mundial dá-lhe descanso e oportunidade.

Em condições normais de pressão externa e temperatura interna, por assim dizer, Chavez está salvo, sobretudo porque, como ele diz, “Chavez no soy yo; Chavez es el pueblo!”.

Uma lição para “ditadores do proletariado” e para “socialistas de gaveta” que não é certamente por rejeiterem alianças comprometedoras ou estilos populistas, que não querem aprender.

2012/10/15

Censura democrática

Hugo Chavez não ganhou as eleições democráticas na Venezuela, proclamendo o socialismo e a independência nacional; Cristina Kirchner não recusa que a Argentina se deixe governar pelo FMI;  não está em curso  um processo para a iniciação de negociações de paz entre o governo da Colômbia e as FARC, depois de 50 anos de confrontos violentos; a América Latina não existe... senão nas favelas do Brasil.

Esta é a informação a que temos acesso nos orgãos de "comunicação social" portugueses. Ou, parafraseando Karl Marx, «a informação dominante é a informação da classe dominante».

2012/04/26

Brincando às casinhas

Hugo Chavez, que será recandidato à presidência da Venezuela em Outubro próximo, distribui gratuitamente duzentas e vinte mil casas, este ano, a cidadãos carenciados. Isso, segundo Telesur sediada na Venezuela, é política social revolucionária. E pode ser.
Juan Manuel Santos, que será recandidato à presidência da Colômbia… em 2014, distribui gratuitamente cem mil casas a cidadãos carenciados. Neste caso… é “demagogia para ganhar votos”, segundo a mesma Telesur, isto é, dando voz à Oposição interna da Colômbia.

A Telesur que se cuide se não quer ser igual ou pior do que a informação manipulada da burguesia que tanto ataca.

2011/12/29

Da bomba à mina nuclear (tese)

Agora que Cristina Kirchner, presidenta da Argentina, acaba de anunciar que lhe foi diagnosticado um "carcinoma papilar en el lóbulo de la glándula tiroides", Hugo Chavez, presidente da Venezuela, também ele a fazer tratamento a  um tumor canceroso detectado em Junho deste ano, confessou a sua estranheza pelo facto do cancro estar a atacar ultimamente vários dirigentes da América Latina. Nada que alguns jornais não tivessem assinalado já.
Chavez, Cristina e Dilma

Com efeito, além destes dois, já no Brasil, Dilma Rousseff detectou cancro com origem no sistema linfático, em 2009, quando era ministra da Casa Civil, sujeitando-se a um tratamento de quimioterapia quando já estava lançada a corrida presidencial, e Lula da Silva está a ser tratado a um cancro na laringe que lhe foi detectado em Outubro de 2010.

Além de Cristina, Chavez, Dilma e Lula, também Fernando Lugo, presidente do Paraguai, viu detectado em Agosto de 2010 um cancro linfático a que fez tratamento num hospital brasileiro de onde teve alta em 2011. E Álvaro Uribe, ex presidente da Colômbia, sofre de uma infecção pré-cancerosa da pele.

Será que as suspeitas de Chavez fazem mais sentido do que “parece”? Será que a nova arma secreta é um feixe de radiação tão invisível mas mais letal que os raios do Sol? A possibilidade existe e os interessados também…

Uma causa do cancro é a exposição prolongada a radiação. É por isso que as radiografias ou exames radiológicos são feitas com grandes precauções quanto ao tempo de exposição dos pacientes ao equipamento “fotográfico”, e os operadores desses exames trabalham com coletes ou aventais de chumbo. Logo, frequentar espaços com radioactividade – haja em vista as centrais nucleares – é expor-se a efeitos cancerígenos.
Nesta ordem de ideias, não admira que se possa usar este processo como arma, seja pela contaminação de um espaço de trabalho, por exemplo, seja pela emissão dirigida de feixes de radiação que afinal nem sequer são perceptíveis. É a passagem estratégica da bomba nuclear à mina nuclear. Não mais que isso. No lugar deles, eu usaria um detector de material radioactivo, que os há.

O que é que falta para que Hugo Chavez tenha mais razão do que ele próprio imaginará?

P.S.:
Espero nunca me arrepender de suscitar a ideia – passe a imodéstia da comparação com Einstein.  E prometo não falar dos equipamentos micro-ondas, para não assustar ninguém…

2010/12/30

Presidentes e salários

«El Parlamento venezolano, de amplia mayoría oficialista, aprobó hoy una ley que limita el salario de los altos funcionarios públicos, entre ellos, el presidente de la República, hasta un máximo de 12 salarios mínimos, unos 3.400 dólares (un salario mínimo mensual es de unos 284,6 dólares, 1.223,89 bolívares).

El presidente venezolano, Hugo Chávez, dijo públicamente a mediados del año pasado que había decidido “congelar” su salario en “2.000 bolívares” mensuales (unos 465 dólares), y criticó que hubiera funcionarios públicos que ganaran “20.000 bolívares” (4.650 dólares) cada mes.

Además del presidente de la República, también deberán ganar un máximo de 12 salarios mínimos al mes otros cargos de elección popular como los diputados de la Asamblea Nacional (AN, Parlamento), los magistrados del Supremo y el fiscal general.

Los gobernadores ganarán hasta nueve salarios mínimos, los alcaldes hasta siete y los concejales y otros cargos municipales de elección popular hasta cinco, de acuerdo a la nueva norma».


Texto da notícia recortado em: Tribuna Popular TP - Caracas, 29 Dez. 2010

2010/11/20

Colômbia e Venezuela aproximam-se

Hugo Chavez, praticamente orfão do seu mentor ideológico, Fidel Castro, abriu os braços desmesurados e imprevisíveis, em 10 de Agosto, ao novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que foi braço-direito do ex-presidente Uribe, ambos carrascos dos opositores políticos e que ficaram muito conhecidos pelo mundo no âmbito da operação de resgate de Ingrid Betancourt. (Na foto, ela ao centro e Santos à direita, de camisa branca)

Santos e Chavez comprometem-se a buscar o consenso e evitar divergências. Fazem acordos de cooperação no combate ao narco-tráfico. A troca de prisioneiros é já uma realidade.

Colômbia e Venezuela compartilham 2.219 quilômetros de fronteira. Chavez, há um ano, mandava avançar as tropas para a fronteira com a Colômbia devido à suposta ameaça desta atacar a Venezuela. "Estamos dispuestos a todo" dizia Chavez na televisão em Novembro... de 2009. Antes da tomada de posse de Juan manuel Santos, Chavez ainda assumia a relação conflituosa com a Colômbia de Uribe. Este acusava o presidente da Venezuela de "ocultar a guerrilleros en su territorio" e anunciava "que llevará el asunto a la Organización de Estados Americanos (OEA)".

Agora que Santos assume a presidência colombiana, Chavez ainda quer lá as tropas mas é para evitar que traficantes colombianos utilizem ou se refugiem no seu país – o que responde, afinal, à preocupação de Álvaro Uribe.

A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína, e a Venezuela é tida como um importante entreposto na rota do tráfico para a Europa e os Estados Unidos. Os seus acordos internacionais para combate ao narco-tráfico não se limitam à Venezuela. Ainda há dias o presidente Santos esteve na Jamaica* com o mesmo propósito declarado, além dos acordos económicos e de cooperação nas áreas da educação e do desporto.

É nítido o esforço do novo presidente colombiano para desenvolver e melhorar as relações diplomáticas com outros países e a diferença de atitude em comparação com o seu antecessor. Será um lado positivo da crise económica mundial?


* A Jamaica situa-se a cerca 145 quilômetros ao sul de Cuba. É uma monarquia parlamentarista e o chefe de estado é o monarca - actualmente é a Rainha Isabel II do Reino Unido.

2010/10/28

As novas viagens de circum-navegação

A viagem “de circum-navegação” que Hugo Chavez empreendeu por estes dias a países com diversas ideologias oficiais e diversas práticas políticas, tais como Portugal, Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Irão, Síria e Líbia, no seguimento do que faz a China, a outra escala, e certamente inspirado por ela, reforça a ideia de que as leis económicas são independentes das opções políticas.

Desenvolver a economia nacional é uma boa opção de quaisquer políticos. Uns fazem-no em nome “do” socialismo, como Chavez ou Hu Jintao, outros fazem-no em nome “do” capitalismo como José Sócrates ou Angela Merkel, mas o mais importante é que os países se desenvolvam para que os povos melhorem as suas condições de vida. Pelo meio ficam os incompetentes e os “agarrados”... a preconceitos ruinosos.

Alvin Toffler bem se esforçou nos anos 80 a defender esta tese em "A Terceira Vaga", mas o contexto mundial não lhe atribuíu méritos senão intelectuais.

Diversamente do que acreditámos com Karl Marx, digamos, se a política se subordina à ideologia, já a economia se lhe escapa.

Podemos escolher entre atravessar um rio ou não atravessar, mas uma vez que se opte pela primeira opção, as formas de o fazer são limitadas e universais, isto é, podemos ir a nado, de barco ou por uma ponte, e em toda a parte estas são as opções possíveis. A subjectividade da escolha, o espaço ideológico em política, está nas razões sociais porque fazemos uma destas escolhas e não outra delas - está na opção de classe, para voltar a Marx.

No âmbito das políticas laborais, por exemplo, economia e ideologia cruzam-se e muitas vezes conflituam, mas isso é porque o trabalho tem as duas dimensões e não porque o aumento dos horários de trabalho, por exemplo, deixem de ser um factor favorável ao crescimento económico dos países quer se trate da Coreia do Sul ou da Coreia do Norte, do Brasil ou de Cuba. Construir a ponte para atravessar o rio parece ser uma opção obvia do ponto de vista social, mas é incontornável ponderar a capacidade económica e material de o fazer.

Isto que hoje nos parece evidente, julgo que permaneceu durante o século XX encoberto pela poeira da “guerra fria”. Por boas ou más razões esta poeira assentou, e lá onde outras se não levantam, tenta-se abrir os olhos e seguir em frente.

Neste contexto, Hugo Chavez, na sua versão mais lúcida que porventura lhe seja ditada pela racionalidade do partido (PSUV), e no seguimento de outras medidas económicas e políticas internas, desenvolve esta viagem digna de um Fernão de... Magalhães dos novos rumos económicos, e o que se deseja é que o seu povo e a sua região saiam mais prósperos do que foram até aqui. O que os povos querem mesmo é liberdade, justiça e bem-estar; o resto é poeira.