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2013/05/29

contra a (política da) troika *




Uma pergunta apenas à troica:
- Porque é que nos emprestam tanto dinheiro???

Não, não digam que é para nos ajudar, porque então eu terei que fazer outra pergunta:
- E porque é que nos querem "ajudar"?

* A origem do termo vem da "troika" que em russo significa um carro conduzido por três cavalos alinhados lado a lado... ("E o burro sou eu" - como dizia o outro).

2013/03/01

quem cala, consente!



Todas as cidades: VEJA AQUI

nota:
a "palavra de ordem" aqui inserida é de criação livre.

2012/11/17

Merkel dá mais pica

Na passada segunda-feira, dia 12, dona Angela Merkel era a estrela de S. Julião da Barra, trazendo no regaço um cesto de promessas, esclarecendo, porém, que a “ajuda financeira” não era de sua autoria mas sim da “troica” – talvez para acalmar a investida sedutora de Passos Coelho. Nem pão, nem rosas, mas palavras:«Farei tudo para que Portugal tenha um futuro feliz».
Como se nós não o soubessemos já…


Deste concurso de mentiras vale a pena acrescentar a “convicção” de Passos Coelho de que as “reformas estruturais” que estão a ser levadas a cabo em Portugal irão transformar o país «numa das economias mais dinâmicas da Europa».
Quem duvida?!

Entre as reformas em curso está, como se sabe, a alienação do património nacional (e dos próprios portugueses), onde se inclui a venda da TAP. Interessado nesta companhia aérea e em promover “o comércio, o investimento e o turismo”, também andou por aí um outro visitante com igual peso diplomático mas não económico apesar de ser a 3ª maior economia da América Latina: Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia.

Na foto, os dois presidentes e suas Marias

Santos esteve cá dois dias, 15 e 16 de Novembro, um dos quais coincidiu com a Greve Geral da CGTP, o que obrigou o presidente português a furar a greve para recebê-lo. O presidente que em boa hora sucedeu a Álvaro Uribe - o “implacável exterminador” de sindicalistas e opositores políticos – foi recebido com simpatia e honras protoculares, mas os nossos orgãos de informação, ignorantes ou pouco sensíveis à América Latina que extravasa o Brasil, mal deram por quem nos convidava “a participar no grande programa de construção, ampliação e manutenção de infra-estruturas que Bogotá quer concretizar”.

Esta aproximação ou estreitamento de relações económicas de Passos Coelho e Paulo Portas, com a Colômbia social-democrata, parece rivalizar com as negociações económicas de José Sócrates e Manuel Pinho, a seu tempo, com a Venezuela socialista. Mas é manifesta a diferença de vantagens entre a venda da TAP e a venda dos computadores Magalhães – passe o exemplo a título simbólico.

Santos promove negociações de paz com as FARC, em Cuba; Santos abraça o projecto “integrador” da América Latina e Caribe, promovido pela Venezuela para a descolonização económica da região; Santos respeita a soberania dos outros países; Santos não anda cá para nos tramar como frau Merkel… E isso não dá pica.

2012/02/19

Porque hoje é domingo (13)

Naquele dia, chegou e disse: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (Mc 2, 5). O povo ficou frustrado e os doutores ficaram indignados. O que se esperava era que a Troica perdoasse a dívida, não os "pecados"; que curasse Portugal da paralisia, da demagogia política, da corrupção, e não da "preguiça" dos trabalhadores.

Neste episódio, o evangelista Marcos revela a verdadeira natureza da trindade (FMI, BCE e CE) que é mais espiritual do que física, mais psicológica do que material, mais política do que económica. «Quem me vê, vê o Pai», diz o senhor do FMI. E com isto queria significar que ele era a autoridade, o que manda, o que dispõe sobre o futuro das suas ovelhas e dos seus... carneiros.

Habituados a ouvir que a Trindade tinha poder para curar os enfermos, para os salvar, os portugueses puseram aí a sua fé. Esperavam milagres. Mas tiveram que compreender, uns cedo e outros tarde, que tudo o que a Troica lhes trazia era uma via-sacra que conduzia à crucificação.

NOTA:
“Troica” é um aportuguesamento de “troika” que em russo significa um carro conduzido por três cavalos

2011/10/26

Três perguntas bastam

Ao sr. Ministro das Finanças

1. Sendo que a “troica” ofereceu os empréstimos a Portugal contra determinadas exigências, para que decidiu você, unilateralmente, agravar essas exigências? Eles emprestaram mais dinheiro, por isso? Reduziram os juros, por isso? Alargaram os prazos de pagamento, por isso?

2. Acha que eles ficaram tão satisfeitos consigo que vão contratá-lo para o FMI quando deixar de ser ministro ou, pelo contrário, ficaram a pensar que você é burro e os portugueses são todos uns carneiros?

3. Você tem consciência de que vive muito acima das possibilidades... dos cidadãos comuns?


P.S.:
O deputado do PS, Carlos Zorrinho, sugeria ontem - talvez com razão - que a estratégia do PSD era fazer agora o máximo das malfeitorias para depois aparecer mais simpático na véspera das próximas eleições. Andará Zorrinho a ler O Príncipe, de Maquiavel, ou a História do Partido Socialista? 

2011/06/30

Os fins e os meios

Se "os fins", que são incertos e frágeis, justificam "os meios" que são reais e sacrifíciais, então Estaline estava certo por maioria de razão já que eram mais justos e generosos "os fins" que o seu regime proclamava.

2011/05/09

Troicas e baldroicas

Eu sei que a gaja não obriga ninguém a aceitar os seus serviços. Eu sei que são os dirigentes políticos que decidem, soberanamente, se querem ou não querem o empréstimo da “troica”. Mas há neste processo qualquer coisa de perverso que me faz lembrar um criminoso que depois de ter esfaqueado a vítima lhe aparece de bata branca a oferecer serviços de saúde.

Quem foi que receitou a eliminação do aparelho produtivo? Quem foi que promoveu o endividamento geral? Quem foi que levou o sistema financeiro à falência técnica? Quem foi que colocou Portugal entre a espada económica e a parede política?

Estou a conhecer estas “caras” de qualquer lado!...

Quem tinha razão era a Cândida Branca Flor:
«São Tro(i)cas baldrocas
tantas engenhocas
que eles sabem inventar.
São palavras ocas,
faz orelhas moucas,
não te deixes enganar!»