Os três excertos (não seguidos) que se publicam abaixo, ajudam a conhecer a situação que se vivia antes de Abril de 1974, mostrando uma das facetas repressivas do regime, por um lado, e uma das formas de resistência, por outro. Também foram estes artistas que fizeram a revolução.
A quem estiver interessado no documento completo pode pedi-lo por e-mail ou na secção de comentários deste "post".
2014/04/24
2014/04/20
Porque hoje é domingo (48)
... de Páscoa.
Quando Jesus nasceu, nasceu com ele uma nova esperança na luta do povo judeu contra a dominação romana. A visita dos três “reis magos” fazia parte desse plano independentista. Mas a divinização de Jesus, fosse de quem fosse a ideia – do próprio, por razões espirituais, ou dos reis por razões estratégicas – deu no que deu: uma seita religiosa sem ambições políticas. O Messias trocou a salvação das nações oprimidas pela salvação das almas e recusou a luta de libertação nacional: “a César o que é de César; a Deus o que é de Deus” – diria.
Quem assumiu o confronto com o império foi, entre outros, Barrabás. Se Marcos ou João, santos evangelistas que relataram os factos, fossem abertos ao contraditório argumentativo, é provável que tivessem registado deste militante judaico esta resposta: “ao Povo o que é do Povo!”. Mas não conveio à cristandade que a luta heroica dos rebeldes ofuscasse o protagonismo do Salvador na narrativa sempre parcial da História pelo que apenas podemos vislumbrar a preferência popular pela estratégia da luta armada, quando o juiz Pilatos perguntou ao Povo quem queriam que fosse libertado, e este escolheu o Barrabás e não Jesus.
Foi assim, ao que consta, que Jesus foi morto na passada sexta-feira. A notícia boa é que no mesmo dia Barrabás foi libertado. Mas se considerarmos que Cristo teria ressuscitado uns três dias depois, sendo Maria Madalena a primeira a sabê-lo, é caso para pensar que foi tudo planeado.
Quando Jesus nasceu, nasceu com ele uma nova esperança na luta do povo judeu contra a dominação romana. A visita dos três “reis magos” fazia parte desse plano independentista. Mas a divinização de Jesus, fosse de quem fosse a ideia – do próprio, por razões espirituais, ou dos reis por razões estratégicas – deu no que deu: uma seita religiosa sem ambições políticas. O Messias trocou a salvação das nações oprimidas pela salvação das almas e recusou a luta de libertação nacional: “a César o que é de César; a Deus o que é de Deus” – diria.
Quem assumiu o confronto com o império foi, entre outros, Barrabás. Se Marcos ou João, santos evangelistas que relataram os factos, fossem abertos ao contraditório argumentativo, é provável que tivessem registado deste militante judaico esta resposta: “ao Povo o que é do Povo!”. Mas não conveio à cristandade que a luta heroica dos rebeldes ofuscasse o protagonismo do Salvador na narrativa sempre parcial da História pelo que apenas podemos vislumbrar a preferência popular pela estratégia da luta armada, quando o juiz Pilatos perguntou ao Povo quem queriam que fosse libertado, e este escolheu o Barrabás e não Jesus.
Foi assim, ao que consta, que Jesus foi morto na passada sexta-feira. A notícia boa é que no mesmo dia Barrabás foi libertado. Mas se considerarmos que Cristo teria ressuscitado uns três dias depois, sendo Maria Madalena a primeira a sabê-lo, é caso para pensar que foi tudo planeado.
O que interessa, parafraseando os revolucionários
venezuelanos, é que: Cristo vive; la luta sigue!
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2014/04/18
Primeiros-Ministros
ou: Resposta ao Manifesto dos 70
Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo, procuramos restituir o conforto das grandes certezas.
Não discutimos Merkel e o Euro
Não discutimos a dívida e os mercados,
não discutimos os prazos e os juros,
não discutimos os cortes e os impostos
Não discutimos os salários e as reformas
Está tudo bem assim e não podia ser de outra forma.
Às almas dilaceradas pela dúvida e o negativismo, procuramos restituir o conforto das grandes certezas.
Não discutimos Merkel e o Euro
Não discutimos a dívida e os mercados,
não discutimos os prazos e os juros,
não discutimos os cortes e os impostos
Não discutimos os salários e as reformas
Está tudo bem assim e não podia ser de outra forma.
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Passos Coelho
2014/04/17
Ele há ministros bons
Eu sou contra a criação de mais um imposto, agora sobre produtos que contenham sal ou açúcar, como foi ontem semi-anunciado pela Ministra das Finanças.
Antes de mais porque o sal dá gosto à vida e combate a corrupção, como disse Jesus Cristo. Depois porque o aumento dos preços sobre os refrigerantes favorece o consumo do vinho – embora Jesus Cristo também o tivesse em apreço e a Igreja o confirme nas suas celebrações religiosas. Finalmente porque uma “melhoria dos indicadores económicos e sociais” do país justificariam uma redução e não um aumento de impostos.
Além de mim, também um ministro, pelo menos, está contra o aumento dos preços nos produtos açucarados: Pires de Lima. E ninguém vai pensar que haja nisso promiscuidade entre as opções do governante e a sua vida profissional como presidente que foi da Comissão Executiva da Compal, da Nutricafés e de Vice-presidente executivo da Nutrinveste, ou como CEO da Unicer até entrar para o Governo. A verdadeira razão é que, como “eles” costumam dizer, os governantes também não têm gosto em aumentar impostos. Aí está!
Sendo hoje, 17 de Abril, dia do seu aniversário, podia eu lá deixar passar sem um cumprimento. Que jorre o vinho e a cerveja, refrigerantes e água engarrafada, que em tudo isso há impressões digitais do homenageado. Mas apressem-se porque os preços vão subir.
Antes de mais porque o sal dá gosto à vida e combate a corrupção, como disse Jesus Cristo. Depois porque o aumento dos preços sobre os refrigerantes favorece o consumo do vinho – embora Jesus Cristo também o tivesse em apreço e a Igreja o confirme nas suas celebrações religiosas. Finalmente porque uma “melhoria dos indicadores económicos e sociais” do país justificariam uma redução e não um aumento de impostos.
Além de mim, também um ministro, pelo menos, está contra o aumento dos preços nos produtos açucarados: Pires de Lima. E ninguém vai pensar que haja nisso promiscuidade entre as opções do governante e a sua vida profissional como presidente que foi da Comissão Executiva da Compal, da Nutricafés e de Vice-presidente executivo da Nutrinveste, ou como CEO da Unicer até entrar para o Governo. A verdadeira razão é que, como “eles” costumam dizer, os governantes também não têm gosto em aumentar impostos. Aí está!
Sendo hoje, 17 de Abril, dia do seu aniversário, podia eu lá deixar passar sem um cumprimento. Que jorre o vinho e a cerveja, refrigerantes e água engarrafada, que em tudo isso há impressões digitais do homenageado. Mas apressem-se porque os preços vão subir.
2014/04/09
O poder "democrático" de Kiev
Não é demais reproduzir aqui uma imagem muito elucidativa de como funciona o novo poder imposto à Ucrânia.
"Sinopse":
Fazendo uso da palavra como deputado, Petro Symonenko denuncia no parlamento que o que se está a passar no leste do pais é resultado do golpe de estado e do "Euromaidan", e que os activistas pró-russos têm o direito a mostrar a sua indignação, e estão a fazer o mesmo que fizeram os activistas do "Euromaidan" em Kiev. Afirma ainda que os interesses americanos e de traidores ao seu serviço destruíram a Ucrânia.
Vai daí, a resposta democrática a esta opinião... é a que se vê no final deste vídeo:
Quanto à matéria em discussão, faço minhas as seguintes palavras recortadas nos comentários de outro blogue e que resumem tudo:
O Ocidente interveio activamente na Ucrânia, não do lado da legalidade mas do lado dos seus interesses, que eram o de depor o governante eleito e instaurar um regime pró-Ocidental. A Rússia contra-atacou ocupando a Crimeia (que é e sempre foi russa) e obviamente está a apoiar as manifestações, tão legítimas como as da Maidan, no Leste e Sul da Ucrânia. Caso não o fizesse, teria a NATO às portas.
Eu só acrescentaria que a atitude da Rússia em relação à Crimeia foi ao encontro da vontade dos seus habitantes, o que pode ter "alguma" importância.
Recomendo sobre o assunto ESTE POST publicado no blogue do José Milhazes mas em conflito com as opiniões deste.
"Sinopse":
Fazendo uso da palavra como deputado, Petro Symonenko denuncia no parlamento que o que se está a passar no leste do pais é resultado do golpe de estado e do "Euromaidan", e que os activistas pró-russos têm o direito a mostrar a sua indignação, e estão a fazer o mesmo que fizeram os activistas do "Euromaidan" em Kiev. Afirma ainda que os interesses americanos e de traidores ao seu serviço destruíram a Ucrânia.
Vai daí, a resposta democrática a esta opinião... é a que se vê no final deste vídeo:
Quanto à matéria em discussão, faço minhas as seguintes palavras recortadas nos comentários de outro blogue e que resumem tudo:
O Ocidente interveio activamente na Ucrânia, não do lado da legalidade mas do lado dos seus interesses, que eram o de depor o governante eleito e instaurar um regime pró-Ocidental. A Rússia contra-atacou ocupando a Crimeia (que é e sempre foi russa) e obviamente está a apoiar as manifestações, tão legítimas como as da Maidan, no Leste e Sul da Ucrânia. Caso não o fizesse, teria a NATO às portas.
Eu só acrescentaria que a atitude da Rússia em relação à Crimeia foi ao encontro da vontade dos seus habitantes, o que pode ter "alguma" importância.
Recomendo sobre o assunto ESTE POST publicado no blogue do José Milhazes mas em conflito com as opiniões deste.
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2014/04/08
Coelho ao mar...
Quatro bombas termonucleares caíram em Palomares, localidade espanhola de Almeria, em Janeiro de 1966.
Uma delas caíu no mar, sendo localizada e recuperada 80 dias depois. Para “demonstrar” que “não provocara qualquer perigo” de contaminação para os utilizadores da praia frequentada por pescadores e turistas, o ministro de Franco, Manuel Fraga Iribarne, fez-se filmar a tomar banho naquelas águas.
Palomares tornou-se a localidade mais radioactiva de Espanha.
Em 1989, Marcelo Rebelo de Sousa fez-se filmar durante um mergulho no Tejo, no âmbito da inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara. Consta que se preveniu com uma boa vacinação… Era candidato a presidente da Câmara de Lisboa.
O banho não convenceu a população que deu a vitória a Jorge Sampaio.
Conclusão: já era tempo de Passos Coelho ir nadar no mar da pobreza, para nos provar as suas convicções.
Recortado em RTP
Uma delas caíu no mar, sendo localizada e recuperada 80 dias depois. Para “demonstrar” que “não provocara qualquer perigo” de contaminação para os utilizadores da praia frequentada por pescadores e turistas, o ministro de Franco, Manuel Fraga Iribarne, fez-se filmar a tomar banho naquelas águas.
Palomares tornou-se a localidade mais radioactiva de Espanha.
Em 1989, Marcelo Rebelo de Sousa fez-se filmar durante um mergulho no Tejo, no âmbito da inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara. Consta que se preveniu com uma boa vacinação… Era candidato a presidente da Câmara de Lisboa.
O banho não convenceu a população que deu a vitória a Jorge Sampaio.
Conclusão: já era tempo de Passos Coelho ir nadar no mar da pobreza, para nos provar as suas convicções.
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