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2020/02/23

Informação a pedido

RTP3 reactiva um espaço de propaganda política, ao serviço da Oposição ao regime venezuelano. Agora que o golpe desmascarado de Guaidó está esquecido, é tempo de reapresentá-lo com uma versão invertida, apoiada em excertos de frases e imagens descontextualizadas.

O périplo do golpista Guaidó pela Europa e EE.UU. dá os frutos desejados pelos megafones televisivos. Que a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas contradiga o panorama trágico difundido pela nossa "comunicação" social, leva a "jornalista" a mudar de táctica mas não de estratégia para repor a sua verdade: “A comunidade portuguesa está a ser prejudicada pelo conflito da Venezuela em relação à TAP” – puxa a “jornalista” no papel de activista, com todo o empenho.

Força, Carolina Freitas, se é para isso que te pagam...

2019/12/23

Balanço de 2019

No domínio da Informação não só deturpar ou mentir é desinformação ou a contra-informação, também "esquecer", ignorar, censurar.

É sabido que a Humanidade sofre geralmente de amnésia histórica. Mas é muito estranho que jornalistas, analistas e comentadores, convidados nesta altura a nomear figuras e acontecimentos relevantes do ano, não se recordem de nada que tenha ocorrido há mais de dois ou três meses...

A greve dos motoristas de matérias perigosas, em Portugal, o recrudescimento dos distúrbios em França com os Coletes Amarelos e em Espanha com os movimentos independentistas, o Brexit no Reino Unido, os incêndios na Amazónia, o golpe de estado na Bolívia e a tentativa fracassada de invasão da Venezuela, foram acontecimentos históricos importantes no ano de 2019.

A tomada de posse de Jair Bolsonaro, no Brasil, e de Boris Johnson no Reino Unido, a proposta de destituição de Donald Trump, a eleição de Zelensky na Ucrânia e o regresso ao poder de Cristina Kirchner, na Argentina, devido à eleição de Alberto Fernández para a presidência, apresentam nomes com uma importância muito significativa que se destacaram em 2019 pela importância para o futuro dos seus países e da ordem mundial. E como ignorar, abandonar, Assange e Rui Pinto?

2019/01/27

Negócios de jornais

Hoje, mais do que nunca talvez, os jornais são jornais de negócios. Mas o "Jornal de Negócios" por vezes exagera. É o caso da sua “notícia” segundo a qual “Maduro tentou retirar mil milhões em ouro do banco de Inglaterra"!

O jornal dos grandes negociantes mente e insulta despudoradamente.

Qualquer depositante retira os seus depósitos de um banco que deixa de dar garantias de solvência.

A operação era legítima e conveniente para e economia venezuelana e não para Maduro! Com a sua recusa em pagar, a Inglaterra está a roubar um depositante que confiou nela e que é um país soberano.

Depois, dizer que o regime venezuelano “levou uma nega”, é de uma baixeza que conspurca o jornalista e o jornal.

Lembra bem um articulista, em resistir.info, ao referir que «o ataque à Venezuela no plano financeiro segue o roteiro praticado na Ucrânia, onde em 2014 – após o golpe de estado do Maidan – os EUA roubaram secretamente 40 toneladas de ouro do Banco Central da Ucrânia».

2017/08/02

O lado esquerdo da Venezuela (2)


A histeria anti-socialista da informação dominante participa com todos os seus recursos políticos na batalha que se trava na Venezuela. Não por causa de Nicolás Maduro e da sua suposta ambição de poder, mas por causa da opção socialista do regime.

Num programa de televisão dos EUA o jornalista entrevista Leopoldo Lopez - um dos líderes venezuelanos… da oposição, claro. Este reivindica o caracter pacífico das manifestações “anti-Maduro”, etc., etc., do que a foto acima é esclarecedora!!! No final da entrevista, o jornalista deseja ao opositor venezuelano, “muita sorte” para a sua luta política!

A imprensa e a televisão espanhola, francesa, etc., por sua vez, não se cansam de dar voz, também elas, a L. Lopez e Henrique Capriles, estes dois fervorosos “democratas”. O que menos lhes interessa informar sobre a Venezuela são os argumentos do Presidente da República.

Para deitar alguma água na fogueira há quem escreva, fora destes domínios, coisas assim:

«…não há nenhuma revolta popular na Venezuela. Apesar da guerra económica, a grande maioria da população vai para as suas ocupações, trabalha, estuda, sobrevive. É por isso que a direita organiza as suas marchas com início nos bairros ricos. É por isso que recorre à violência, ao terrorismo e se localiza nos municípios de direita. Os bairros venezuelanos são em 90%, bairros populares. Compreende-se a enorme lacuna: os media transformam as ilhas sociológicas das camadas ricas (alguns % do território) em "Venezuela". E 2% da população em "população"…»

O texto integral pode ler-se AQUI em português e com muitas referências de fontes.
O texto original, de Thierry Deronne, encontra-se AQUI

Todos os autores são parciais, uns menos, outros mais. O que se pode esperar é que tragam outras luzes ao espaço sombrio da informação. E que as não desperdicemos, dominados por preconceitos.

2017/06/12

A guerra da Informação

Arábia Saudita e Jordânia revogaram esta semana a licença de atividade de televisão da mais importante emissora do mundo árabe, a Al-Jazeera, com sede no Qatar. Os escritórios já estão a ser fechados em diversos países.

O governo da Arábia Saudita justifica esta medida “em função do canal Al-Jazeera ter colaborado com os planos de grupos terroristas, ter apoiado os houthis, que realizaram um golpe de estado no Iêmen, e ter tentado desestabilizar a situação na Arábia Saudita”.

Entretanto (09.06.2017) Sputniknews conta que…

O noticiado uso de armas químicas pelo exército sírio contra civis, que fez correr tanta tinta e lágrimas de crocodilo no ocidente, foi uma simulação encenada e realizada por equipas de profissionais do audiovisual.

Nas filmagens em questão terão estado envolvidos 30 carros de bombeiros e ambulâncias, bem como 70 moradores locais com crianças trazidas de um campo de refugiados.

"Para dar verosimilhança ao vídeo, as filmagens foram feitas com telefones celulares, de vários ângulos, bem como um drone. Depois do fim do 'processo de filmagem' cada participante, incluindo as crianças, terá recebido mil libras sírias e um conjunto de produtos alimentícios".

E não digam a ninguém que…

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que deputados opositores recrutam jovens para gerar distúrbios nas manifestações que a oposição realiza desde 1 de Abril e anunciou que enviará hoje, segunda-feira, uma carta ao papa Francisco solicitando a sua mediação com a oposição para evitar "utilizar crianças" em actos de violência durante os protestos. .
Em 11 Abril 2017 o Presidente Nicolas Maduro 
é alvejado com pedras pelos manifestantes... pacíficos!

2014/10/21

Guerra da Informação

Quando convém aos EUA, os terroristas são "guerrilheiros" e a invasão de um país soberano é uma "travessia de território". E há sempre um jornalista que dá express(ã)o a esta guerra de informação.

Por falar nisso: alguém viu a NATO por aí?

Das notícias:
O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que sete civis foram mortos quando um ataque aéreo atingiu uma usina de gás perto da cidade de al-Khasham, na província de Deir al-Zor, na sexta-feira (17), e três civis foram mortos em um ataque na noite de quinta-feira na província al-Hassakah, ao norte do país.Entretanto as autoridades militares norte-americanas dizem não ter "evidências" destas mortes... 

Evidente-mente!- digo eu.

2014/10/10

Brasil já escolheu

No “campeonato nacional” das presidenciais, do passado domingo, o Brasil escolheu: Dilma Rousseff ganhou as eleições com 41,59% enquanto Aécio Neves teve 33,55% e Marina Silva teve 21,32%. Dilma recebeu mais oito milhões de votos do que o segundo classificado.
Mas…


Mas Dilma não é da família política do PS nem do PSD, como são Marina e Aécio, respectivamente. 
Logo…

Logo, as notícias em Portugal não são a vitória de Dilma Rousseff mas sim…

QUE Dilma Rousseff, do PT, conseguiu a vitória, mas não os votos suficientes para evitar uma 2ª volta.
QUE Aécio Neves vence primeira volta… em Portugal.
QUE Aécio e Dilma decidem presidência do Brasil na segunda volta

Agora, a notícia é que o Partido Socialista brasileiro vai apoiar o social-democrata Aécio Neves na segunda volta das eleições presidenciais, a 26 de Outubro, para impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

E a (minha) previsão é que os órgãos de Informação em Portugal já afiaram as unhas para arranhar o  Partido dos Trabalhadores. Mais certa do que a previsão da Datafolha!

O Instituto Datafolha, um dos principais centros de sondagens e estudos do país, divulgava em 10 de Setembro a sua sondagem, em que Dilma Rousseff surgia com 36% dos votos, seguida de Marina Silva com 33% e do social-democrata Aecio Neves com 15%.

Quanto à segunda volta, Datafolha já está a fazer o seu trabalho...


Nota: A primeira volta das eleições gerais brasileiras de 2014, realizadas no dia 5 de outubro destinaram-se a escolher não só o presidente da República, mas também os vinte e sete governadores das unidades federativas, um terço dos membros do Senado Federal, a totalidade dos membros da Câmara dos Deputados e os representantes dos poderes legislativos estaduais.

2014/04/02

América latina na mira dos EUA (3)

O papel dos meios de informação
ao serviço da ingerência norte-americana


Para comparar com as notícias que correm por cá
acerca da Venezuela!


carregar no recorte para aumentá-lo

2014/03/19

Sob o manto diáfano da Democracia

Uma das consequências menos invocada mas cada vez mais relevante da implosão da União Soviética em 1991, foi certamente a implosão do acordo em vigor desde a Conferência de Yalta, na Crimeia.

Nessa Conferência, Roosevelt, pelos Estados Unidos da América, Churchill, pela Grã-Bretanha, e Estaline, pela URSS, decidiram o destino da Europa, nomeadamente quanto à sua estabilidade futura e quanto à repartição das zonas de influência entre o Leste e o Oeste. Era Fevereiro de 1945.

Desde então vigorou uma relação de conflito não assumido entre o “Leste” e o “Ocidente” que ficou conhecido por “guerra fria” e que deixaria de fazer sentido, aparentemente, a partir dos acontecimentos de 1991 no “Leste”. Mas o que aconteceu foi que, por detrás das motivações ideológicas se desvelaram as razões económicas.

Face ao desiquilíbrio de forças instalado, face ao domínio unipolar dos Estados Unidos da América, adeus tratados! Daqui em diante a política internacional dos EUA é orientada para a conquista de influência nas regiões que antes escapavam ao seu domínio. Um único problema se lhe colocava – se coloca – que é o sentimento nacionalista e o interesse próprio dos povos e das nações.

A Europa está-lhe no papo mas não é tanto assim na América Latina e no Médio-Oriente - para resumir. Isto explica a dimensão dos grandes focos de destabilização em curso, nomeadamente na Ucrânia mas também na Síria ou na Venezuela, para mencionar os mais recentes.

É “a nudez crua da verdade sob o manto diáfano” dos Direitos Humanos e da Democracia. E da Comunicação Social “livre”.

No domínio da Informação formatada pelo "Ocidente", é sintomático que se transcrevam na íntegra as opiniões do jogador de xadrez Kasparov, por exemplo, sobre os acontecimentos na Crimeia, enquanto as declarações de Putin - presidente da Rússia! - sobre o mesmo assunto são silenciadas ou reduzidas a meia dúzia de palavras inócuas retiradas do discurso. E não é o mesmo com Nicolás Maduro, na Venezuela? E não é assim em todas as situações em que o imperialismo norte-americano se confronta com dirigentes insubmissos de outros países?

Entre os nossos jornalistas e "analistas" mais visíveis, mais exibidos, é manifestamente dominante a submissão a esta matriz. Mas a única coisa que deve espantar é o meu espanto, reconheço. pois não são eles próprios que proclamam (expressamente)que andam "há quarenta anos a fazer opinião"?

2011/08/24

Líbia na contra-informação

Na batalha da Informação em curso, relativamente à Líbia, a razão encolhe e os edifícios dilatam.

Assim é para Metro Gael que se difunde como jornalista mas que na verdade é o nome de um blogue em que o autor não se identifica. Segundo ele(*), a reportagem da Al Jazeera sobre a ocupação da Praça Verde de Tripoli, pelas forças rebeldes, não passa de uma encenação. Segundo Miguel Urbano Rodrigues e alguns seguidores imprudentes, “ele” fala verdade – a verdade a que temos direito...


Isto é, a Praça Verde, de Tripoli, ou uma parte dela, terá sido “reconstruída cenograficamente” num estúdio do Qatar (assim como os americanos fazem para os filmes de cow-boys, estão a ver?) e os rebeldes não passavam de figurantes inseridos nesse “décor” artificial – tudo a fingir, portanto.

Aquilo que a Al Jazeera mostrou, foi isto:



A suposta desmontagem que faz o anónimo autor do Metro Gael consiste em comparar a imagem anterior com a “verdadeira praça” que documenta com a foto seguinte:

E para demonstração de que a primeira é uma falsificação, assinala algumas “diferença grosseiras” na arquitectura. Por exemplo, o formato dos arcos e da moldura em relevo na parede que encima um dos arcos.



Ora eu que já puz o Cardeal Policarpo a discursar na Alameda D. Afonso Henriques sem que ele precisasse de sair dos estúdios da RTP, ao tempo na Av. 5 de Outubro, fico espantado com a capacidade de produção audiovisual do Qatar, mesmo sem ignorar a sua riqueza e desenvolvimento!

A menos que o mentiroso da fita seja o anónimo autor de Metro Gael e que não haja nenhuma diferença entre as duas imagens para além da compressão a que as ditas são sujeitas, voluntariamente ou não, quando se recebe no televisor um formato de imagem diferente daquele que foi produzido ou emitido. É o caso de vermos em formato panorâmico uma imagem produzida para o formato 4x3 ou vice versa.

No caso das fotos anteriores, basta expandir ou comprimir as fotos para que a arquitectura se recomponha. E até convém, porque a foto vertical não convence nem um cego, de tal modo as pessoas ficam esguias, os passeios laterais definham, etc. E os automóveis? Repararam no formato dos carros? Como tudo é estranho... na Líbia.

A seguir comparo a imagem comprimida que Metro Gael nos oferece, com a imagem por mim rectificada a partir dela, por expansão adequada (descompressão).

Conclusão: Metro Gael mente acusando outros de mentirem. Mas se o faz a favor do nosso lado, há que aproveitar. Como se as ambiguidades do processo não fossem suficientes. Como se "resistir.org" merecesse este engano.

(*) Metro Gael, aparece na Net como autor de um blogue onde se diz irlandês;a viver em Paris onde escreve semanalmente uma coluna para o blogue Metro Eireann. De Metro em Metro ainda não percebi quem é o homem, se é homem.